Zimmerman pode ser alvo de outro processo

George Zimmerman, o guarda voluntário que matou a tiros um adolescente negro desarmado, em fevereiro de 2012, é um homem livre após o julgamento, encerrado na noite de sábado. Porém, o Departamento de Justiça informou que analisa a morte de Trayvon Martin para concluir se a promotoria federal vai abrir acusações criminais relacionadas a direitos civis contra Zimmerman.

Agência Estado

15 de julho de 2013 | 12h46

Centenas de pessoas se reuniram na Times Square, em Nova York, e em Los Angeles no domingo, algumas das quais gritavam "Justiça para Trayvon Martin!"

A polícia de Los Angeles disse que começou a deter pessoas na manhã desta segunda-feira, depois que cerca de 80 manifestantes se reuniram na Sunset Boulevard e o ato foi declarado ilegal.

Mais de 100 policiais com vestimentas especiais ordenaram ao grupo que se dispersasse. Segundo o jornal The Los Angeles Times, os policiais de Los Angeles prenderam sete pessoas.

Em Oakland, Califórnia, a polícia entrou em confronto com um grupo de pessoas num cruzamento no centro da cidade, depois que algumas delas começaram a quebrar janelas e a pintar paredes com tinta spray, informou o jornal Oakland Tribune.

A morte de Martin atraiu atenção nacional porque após semanas do assassinato do jovem, Zimmerman não havia sido detido. O caso ainda levanta questões sobre racismo e leis sobre armas de autodefesa.

A família do adolescente afirma que ele não foi o agressor e a promotoria disse que Martin estava assustado porque era seguido por um estranho. Advogados de defesa, porém, afirmaram que Martin derrubou Zimmerman no chão e estava batendo sua cabeça contra a calçada quando o guarda disparou sua arma.

O Departamento de Justiça abriu uma investigação sobre a morte de Martin no ano passado, mas se afastou do caso para permitir que a procuradoria do Estado continuasse seu inquérito.

Em comunicado divulgado no domingo, o Departamento de Justiça disse que a sessão criminal de sua divisão de direitos civis, o FBI e o escritório local da promotoria federal continuam a avaliar as provas.

O departamento tem um longo histórico de usar leis federais de direitos civis para tentar condenar réus que tenham sido absolvidos em tribunais estaduais. Mas nunca é fácil conseguir uma condenação em casos como esse.

Alan Vinegrad, ex-promotor, disse que os promotores federais "terão de mostrar não apenas que a ação foi injustificada, mas que Zimmerman realizou o ataque por causa da cor do adolescente e porque ele estava usando um espaço público, a rua". Fonte: Associated Press.

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