Zona de exclusão aérea já funciona na Líbia , diz comando militar dos EUA

Ataques contra alvos de Kadafi continuam neste domingo; ditador promete guerra longa

estadão.com.br,

20 de março de 2011 | 09h05

Tanques de Kadafi foram alvo de ataque no leste do país. Foto Goran Tomasevic/Reuters  

Atualizada às 10h12

 

WASHINGTON - O chefe das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, disse neste domingo, 20, que a zona de exclusão aérea prevista pelo Conselho de Segurança da ONU já foi implementada na Líbia. Segundo ele, as tropas do ditador Muamar Kadafi recuaram e já não atacam mais Benghazi, a capital rebelde.

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"As operações de ontem foram muito bem. "Ele não tem tido mais aviões ou helicópteros no ar. Então, efetivamente, a zona de exclusão aérea foi implementada", disse Mullen em entrevista à rede de TV ABC.

 

Ainda de acordo com o almirante, no entanto, ainda há a probabilidade que o ditador mantenha-se no poder, apesar da intervenção militar no país. "Kadafi terá de fazer algumas escolhas no futuro", afirmou.

 

De acordo com o Pentágono, os ataques continuam neste domingo. A defesa antiaérea do ditador e forças terrestres foram bombardeadas por caças AV-8B Harriers da Marinha americana.

 

O comando militar francês, por sua vez,  informou que o porta-aviões Charles de Gaulle está a caminho da Líbia. Duas fragatas francesas já operam no Mediterrâneo. Os ataques aéreos da Força Aérea Francesa contra forças de Kadafi continuam.

 

Kadafi ameaça

 

Mais cedo, Kadafi voltou a falar sobre o bombardeio liderado pelas potências ocidentais e prometeu uma 'guerra longa' contra elas. "Não deixaremos nossa terra e a libertaremos", declarou. A rede de televisão transmitiu a voz de Kadafi, mas não mostrou as imagens do líder da nação africana.

 

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália e Canadá deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar no país, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de 'quaisquer medidas necessárias' para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi.

 

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