Zoológico aquece urso polar em Chicago

CHICAGO - Nem mesmo urso polar está conseguindo suportar a onda de frio intenso que atinge os Estados Unidos. No zoológico Lincoln Park, em Chicago, a única exemplar da espécie, Anana, de 12 anos, teve de ser transferida para uma área de controle climático.

08 de janeiro de 2014 | 21h29

Na segunda-feira, ela foi colocada longe das baixas temperaturas e não pôde ir para ambientes externos. Seriam demais para ela os -27ºC marcados pelos termômetros de Chicago, na terça-feira. A sensação térmica nesse dia foi de -34ºC, o menor patamar para o período. A cidade tem sido uma das mais castigadas, com atraso de voos e interrupção dos serviços de trem.

O frio não causaria estranhamento para Anana se ela estivesse em seu habitat natural, onde as temperaturas podem cair muito abaixo disso. Mas por viver em cativeiro, a mamífera não desenvolveu defesas naturais para se proteger do clima congelante.

Isolamento. Os ursos polares normalmente criam uma espessa camada de gordura se alimentando de focas e de restos de baleias. Essa reserva pode chegar a cinco centímetros de altura, segundo explicações divulgadas no site do zoológico.

A pele negra por baixo do pelo branco ajuda a reter o calor e outras características, como pequenas orelhas e rabo curto, contribuem para o processo de proteção natural. Com esses recursos, os animais no Polo Norte podem suportar longos períodos de temperaturas abaixo de zero.

O caso de Anana é diferente. A porta-voz do Lincoln Park, Sharon Dewar, explicou ao jornal local DNAinfo Chicago, que em razão do clima ameno e quente das outras estações, a ursa não desenvolveu essa camada no zoológico.

"Vivendo na cidade de Chicago, normalmente, ela não precisa desse isolamento e isso até se tornaria um incômodo durante o verão", disse Sharon ao jornal. Anana permanecerá confinada durante o período de frio de intenso, mas ao menos ficará aquecida, ressaltou a porta-voz. /AP e REUTERS

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