Zoológico chinês fecha as portas após a morte de nove tigres

Partes de tigres são de grande valor na medicina tradicional chinesa e comercializadas em toda a Ásia

EFE

26 de dezembro de 2007 | 02h37

O zôo chinês onde há uma semana foi descoberta uma tigresa siberiana com as patas e a cabeça decepadas e a pele arrancada fechará suas portas, agora que as autoridades locais encontraram mais nove tigres mortos, informou a agência oficial "Xinhua". Na quinta-feira passada, a tigresa foi achada morta no Parque da Vida Animal do Bosque das Três Gargantas, no sudoeste da China. As autoridades florestais da cidade de Yichang, na província de Hubei, iniciaram então uma investigação. Nesta segunda-feira, elas acharam dois filhotes de tigre de Bengala mortos em uma geladeira, no quiosque de venda de entradas. Segundo a investigação, eles nasceram mortos, dia 28 de novembro. Na terça-feira à noite foram descobertos ossos e peles de outros seis tigres pertencentes ao parque. O sétimo animal morto se encontra em uma instituição de pesquisa na reserva natural de Shennongjia. Dos sete tigres, três morreram de fome em dezembro de 2003 e os outros quatro por doenças ou ferimentos sofridos após brigas. "É correto que o zôo tenha congelado os filhotes em lugar de queimar ou enterrar os seus corpos. Mas a direção deveria ter informado às autoridades", disse Cao Guangyi, porta-voz do Departamento de Silvicultura de Yichang. O zôo de Yichang abriu em outubro do 2002 recebendo um grande público. Mas no ano seguinte as visitas diminuíram e o parque entrou em uma difícil situação financeira. Era preciso alimentar um total de 15 tigres, cinco ursos, seis leões africanos, dois lobos, 60 macacos e uma coleção de pássaros. A falta de fundos se traduziu em uma redução dos alimentos e cuidados sanitários, segundo um antigo tratador do parque. Partes do corpo do tigre são um dos principais produtos de comércio ilegal de animais na China. Elas são consideradas de grande valor na medicina tradicional chinesa e comercializadas em toda a Ásia.

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