Zoológico de Bagdá está em ruínas depois de saques

Saedia, a ursa cega, dorme na posição fetal no canto de um pequeno cercado de metal. Um cão negro mora no viveiro dos pássaros. E o lince foi visto pela última vez perambulando por um viaduto nas redondezas. O zoológico de Bagdá está em ruínas. Saqueadores roubaram ou soltaram quase todos os animais, e os remanescentes sofrem tanto com a falta de comida que os leões têm beliscado rações militares que soldados dos EUA atiram em sua jaula.É uma situação que os soldados e grupos de ajuda tentam mudar. Na segunda-feira, militares soldavam as barras quebradas da jaula dos leões, enquanto funcionários americanos pagavam US$ 20 a empregados para que voltassem ao trabalho.O grupo de ajuda Wild Aid, sediado na cidade americana de San Francisco, deu US$ 10 à maioria dos empregados do zôo na semana passada e planeja dar outros US$ 10 a cada um para ajudar a levantar o moral. A maioria dos funcionários não recebe há dois meses. Os EUA nomearam um sul-africano, Lawrence Anthony, para ajudar a administrar o zoológico."Meu objetivo é tirar o zôo da crise", disse Anthony, que dirige uma reserva de caça na África do Sul. "Precisamos de tudo. Os saqueadores levaram tudo." Isto inclui quase todos os 650 animais do zoológico. O diretor do zôo, Abdel Salam Musa, afirmou que os únicos animais que sobraram são os mais temidos, como os leões e o porco-espinho.Os remanescentes são Saedia, a ursa, que tem 30 anos e ficou cega por glaucoma; seu companheiro, Saedi; dois tigres; sete leões; três javalis; e o porco-espinho. Alguns dos leões foram trazidos ao zôo dos palácios de Udai, filho de Saddam Hussein.As jaulas dos macacos estão vazias, as tartarugas se foram e há boatos de que o pavão será leiloado no bazar."Eles não podem mantê-los em suas casas, então tentam vendê-los", disse Musa. "Alguns animais, como o veado e a gazela, as pessoas podem comer." Veja o especial :

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