Zuma anuncia mudança estrutural no Governo da África do Sul

Novos ministérios serão criados, como os de Desenvolvimento Rural e Assuntos Territoriais, e o de Turismo

Efe

10 de maio de 2009 | 14h10

O novo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, nomeou neste domingo, 10, os ministros que farão parte de seu gabinete e anunciou uma mudança na estrutura do Governo, com a criação de uma Comissão de Planejamento Nacional, informou a imprensa local.

 

Segundo a agência de notícias Sapa, o até então ministro das Finanças, Trevor Manuel, que tem a confiança e a admiração de grande maioria dos políticos do país, ficará à frente da Comissão, que se responsabilizará pelos planos estratégicos da África do Sul e diante do qual os ministérios terão que responder.

 

"Também criamos uma competência que supervisionará e avaliará as atuações do Governo nos três campos (Executivo, Legislativo e Judiciário)", que será dirigida por Collins Chabane, anunciou Zuma , em entrevista coletiva.

 

O líder escolheu o até agora chefe da Agência Tributária, Pravin Gordhan, para o cargo de ministro das Finanças, posição-chave neste novo Gabinete devido aos temores gerados pela vitória de Zuma, estreitamente ligado às associações sindicais e comunistas, entre os investidores estrangeiros.

 

O presidente também confirmou que Kgalema Motlanthe, que liderou o Executivo durante os últimos seis meses após a saída forçada de Thabo Mbeki em setembro do ano passado, será o vice-presidente do país.

 

As mudanças estruturais também afetaram o Ministério da Educação, que ficou dividido em dois: de um lado, Educação Básica, e, de outro, Ensino Superior e Formação. A pasta de Mineração e Energia também se separa em dois diferentes departamentos.

 

Sob o Governo de Zuma, também surgirão novos ministérios, como o de Desenvolvimento Rural e Assuntos Territoriais, e o de Turismo, e há mudanças na designação de algumas pastas, como a de Habitação, que passa a se chamar Ministério de Assentamentos Humanos.

 

Os ministros tomarão posse na segunda-feira e, segundo Zuma, no mesmo di começarão seu trabalho, em uma Administração que disse que terá que mostrar "um alto grau de serviço, probidade e integridade".

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