Zuma pressiona executivos a congelarem salários

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, conclamou nesta quarta-feira os trabalhadores em greve no país a retornarem a seus postos de trabalho e pediu aos executivos das empresas que congelem seus salários por um ano.

AE, Agência Estado

17 de outubro de 2012 | 12h05

"Pedimos aos trabalhadores, que estão engajados em greves desprotegidas, retornem ao trabalho o mais rápido possível e a produção na indústria de mineração seja normalizada", declarou Zuma depois de uma reunião com líderes sindicais e empresariais ocorrida hoje.

Zuma também pediu aos executivos do setor privado e a altos funcionários do governo que congelem seus salários e bônus por um ano. Isso, segundo ele, "demonstraria comprometimento com a construção de uma economia mais justa".

A tentativa de conciliação protagonizada pelo presidente sul-africano ocorre em um momento no qual a queda de braço entre os trabalhadores e as empresas, em especial as do setor de mineração, já começa a ter impacto sobre a economia. A moeda sul-africana, o rand, caiu à recentemente às mais baixas cotações em pelo menos três anos e as agências de classificação de risco de crédito Moody''s e Standard & Poor''s rebaixaram o rating soberano da África do Sul.

Esta foi a primeira intervenção direta de Zuma na questão após meses de silêncio. As greves na África do Sul tiveram início em agosto e ganharam contornos dramáticos depois que dezenas de grevistas foram assassinados na repressão da polícia a uma protesto de trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho na mina de platina de Marikana, operada pela Lonmin. Cerca de 80.000 trabalhadores estão de braços cruzados no momento somente no setor de mineração. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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