Devin Yalkin para The New York Times
Devin Yalkin para The New York Times
Elysa Gardner, The New York Times

26 de outubro de 2018 | 06h00

Mandy Patinkin, 65, tem sido visto nos últimos tempos principalmente em “Homeland”, da rede Showtime. 

Mas como esta série caminha para a sua temporada final, Patinkin voltou as suas atenções para a música. Em abril, ele lançou “Diary: January 27, 2018”, a sua primeira coleção de canções em 16 anos.

A música apresenta leituras íntimas, enxutas, do material de autores-cantores e de genre-benders do pop alternativo, sem canções de musicais no pacote.

Em setembro, seguiu-se “Diary: April/May 2018”, com um aceno ao passado de Patinkin - “Children and Art” de Stephen Sondheim, de “Sunday in the Park” - juntamente com canções de Randy Newman, Bob Dylan, Harry Nilsson, Keren Ann e o artista de teatro Taylor Mac, além de músicas compostas pelo próprio Patinkin há mais de 35 anos.

A série “Diary” levou Patinkin de volta ao palco: no dia 10 de outubro ele começou uma turnê em Nova York. “Mandy Patinkin in Concert: Diaries 2018” mescla canções lançadas recentemente, material pop tradicional e de musicais, com Adam Ben-David no acompanhamento.

Abaixo, trechos editados de uma conversa sobre as recentes escolhas de Patinkin.

O que deu origem à série “Diary”?

- Eu havia trabalhado com Paul Ford (diretor musical e acompanhante) por 30 anos, e quando ele se aposentou, poucos anos atrás, decidi fazer uma pausa. Então meu bom amigo Bob Hurwitz da Nonesuch Records me pôs em contato com Thomas Bartlett, e assim começamos a trabalhar juntos. Eu disse a Thomas que não trabalharia em nada que me lembrasse de coisas que eu havia feito, e ele falou: “Não se preocupe, eu venho de um mundo completamente diferente”. E me mandou 350 canções; eu escolhi 28 que tinham muito a ver comigo naquele momento.

Há certamente um tom sombrio em algumas dessas canções.

- Há uma relação pessoal em todas elas. “Dayton, Ohio - 1903” me lembrou do meu pai. “Going to a Town” (de Rufus Wainwright) foi interessante, porque quando cheguei à palavra “America”, estava pensando em Jerusalém, e ao processo de paz que está parado. Queria cantar para acabar com a ocupação, para que se chegasse à solução de dois Estados.

Há varias canções sobre mulheres, e de autoria de algumas mulheres, na segunda coletânea.

- Pela primeira vez, estamos usando um vídeo nesta série de concertos de “From the Air”, de Laurie Anderson. E eu adoro Patty Griddin. A sua música “Making Pies” é a que roubei do espetáculo com Tylor, “The Last Two People On Earth”. Um dia desses vamos apresentar novamente esse espetáculo.

Como você e Taylor Mac se encontraram?

(A diretora) Rachel Chavkin ensaiou comigo Shakespeare quando fiz “The Tempest”, na Classic Stage Company. Estávamos trabalhando no meu personagem Prospero e ela disse: “Eu conheço este cara, acho que nós dois faríamos uma excelente combinação”. Então ela foi a nossa Yente, ela promoveu o nosso encontro. Fizemos uma apresentação beneficente para o seu teatro, o Team, e ele chegou ao palco com o seu traje mal ajambrado; nunca o havia visto assim. Foi extraordinário, e logo nos demos conta de que teríamos de fazer mais coisas juntos.

Você quase voltou à Broadway no ano passado, em “Natasha, Pierre & the Great Comet of 1812”, mas desistiu depois de uma controvérsia com o casting. Isto deve ter sido muito doloroso.

- Foi uma experiência que me deixou amargurado. Eu aprendi cada palavra, e isto me entristeceu muito. 

Mas vou voltar - é por isso que estou fazendo estes concertos. Não preciso fazer um show na Broadway; só preciso interpretar canções nas quais acredito, para uma pessoa ou para um grupo de pessoas. Porque não encontrei uma maneira melhor de orar.

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