Tyler Hicks/The New York Times
Tyler Hicks/The New York Times

Estrela da árvore de Natal de Nova York terá três milhões de cristais

Swarovski produziu a estrela de 2004, com 250 kg, mas a atual, em parceria com Daniel Libeskind, terá 400 kg

Amanda Svachula, The New York Times

22 de novembro de 2018 | 06h00

Daniel Libeskind, o arquiteto mundialmente famoso à frente do plano diretor para a reconstrução do World Trade Center, viu pela primeira vez a árvore de Natal do Rockefeller Center quando era adolescente, em 1961, pouco depois de chegar a Nova York, vindo da Polônia - embora então a estrela não fosse nada memorável.

Agora, depois de dois longos anos de projetos, Libeskind, o primeiro arquiteto a desenhar uma estrela Swarovski, criou uma verdadeira façanha em termos de arquitetura: 400 quilogramas, em 3D, com luzes LED, 70 pontas e três milhões de cristais que emitirão raios para que a escultura seja vista de todos os ângulos.

Quando ele viu a árvore, menino ainda, disse que sua coroa parecia a cabeça de um alfinete. “Este não é um alfinete”, afirmou, falando da sua obra. “É realmente uma estrela”. A peça usa cristais de cone duplo que brilham mais do que todos os outros tipos, e tem 70 componentes de alumínio e 140 pontos de luz LED, que produzem um brilho radiante.

Swarovski produziu a estrela de 250 quilogramas em 2004. A criação Libeskind-Swarovski deste ano é talvez a mais avançada em termos de obra arquitetônica a ser colocada na ponta da árvore, que começou a ser erguida como parte de uma tradição anual formal no ano de 1933. A cerimônia da iluminação deste ano ocorrerá no dia 28 de novembro, e a árvore ficará exposta até 7 de janeiro. Os 22 metros do abeto norueguês no norte da cidade de Nova York serão cobertos por 50 mil luzes.

A árvore com a estrela na ponta, como um farol de esperança, tornou-se um símbolo permanente: em plena depressão, em 1931, a primeira árvore desta tradição foi erguida em uma praça coberta de lama na véspera de Natal - tinha seis metros de altura e era enfeitada com guirlandas. A estrela mudou várias vezes de formato ao longo dos anos, como uma explosão de pontas de madeira colorida, uma estrela de prata ou uma estrela de cinco pontas com sua silhueta destacada por lâmpadas.

Em 1951, a árvore foi adornada com 7,5 mil lâmpadas incandescentes  - vermelhas, verdes e brancas - e cerca de 2 mil pessoas assistiram à cerimônia da iluminação. O evento foi televisionado pela primeira vez naquele ano, e Kate Smith cantou a música de Irving Berlin “White Christmas”. Em 1955, uma estrela de plástico de um metro de altura foi instalada no topo do abeto da Noruega antes de ser içado em seu lugar por um guindaste. 

Em 1973, a árvore ficou apagada por causa da crise energética. Em 1980, arautos abriram o caminho ao som de trombetas até o Rockefeller Center, enquanto a árvore era iluminada em um dia de inverno em que a temperatura marcou inusitados 15º C. A iluminação teve um significado extraordinário após o sombrio 11 de setembro de 2001. A primeira dama, Laura Bush, ligou a iluminação ao lado do prefeito Rudolph Giuliani, banhando a praça de luz vermelha, branca e azul.

“Esta é realmente uma saudação aos heróis, às tradições, à força e à união dos Estados Unidos da América”, declarou Giuliani. Em 2004, a estrela de cristal Swarovski de 250 quilogramas substituiu a de fibra de vidro, decorada com uma folha de ouro, tornando-se uma verdadeira obra de arte. Este ano, com a primeira recriação do desenho de Swarovski, Libeskind disse que espera que a sua versão da estrela possa existir como um “microcosmo da cidade irradiando a sua luz em todas as direções”.

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