Universal Pictures
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Gregory Wakeman, The New York Times

12 de junho de 2019 | 06h00

"Um notável número de 70 filmes live-action com cachorros em papéis centrais na trama tem sido lançado nos cinemas desde 1974, e juntos arrecadaram mais de US$ 2,2 bilhões nas bilheterias domésticas", disse Brad Brevet, editor da Box Office Mojo, um serviço que acompanha as receitas das bilheterias nos cinemas.

"Há uma qualidade atemporal e duradoura no relacionamento entre as pessoas e seus cães, e pessoas de todas as idades gostam de ver isso refletido na tela." Da mesma forma que Tom Hanks cativa como um homem generoso, um filme com cachorro é uma versão elevada de nossos animais de estimação, na qual podemos projetar temas e ideias maiores. Quanto mais bonito o cão, melhor também.

Vinte e sete anos após o seu lançamento, Beethoven, O Magnífico ainda é o exemplo por excelência, já que a visão do adoravelmente burro São Bernardo, enfurecendo Charles Grodin, levou a um total de US$ 147,2 milhões, que é de US$ 266,70 milhões ajustados pela inflação. Em 2008, foi a vez de Marley & Eu mostrar um labrador retriever causando estragos, mas que acabou encantando Owen Wilson e Jennifer Aniston, o que ajudou o filme a arrecadar US$ 286,5 milhões.

O sucesso do Beethoven 2 (US$ 207,9 milhões) e do live-action 101 Dálmatas de 1996 (US$ 518,45 milhões) mostra que jogar mais cães no caos também funciona. O que poderia ser o motivo pelo qual Neve pra Cachorro ($ 162,5 milhões), Resgate abaixo de zero (US$151,82 milhões) e Hotel Bom pra Cachorro (US$138,6 milhões) serem hits, apesar de instantaneamente esquecíveis.

Quatro Vidas de um Cachorro - que arrecadou US$ 205 milhões em todo o mundo em 2017 e tem sequência nos cinemas -,  Como Cães e Gatos (US$ 288,24 milhões) e Perdido pra Cachorro (US$ 176 milhões) finalmente deram aos donos de cães que tentaram atuar a chance de aprender sobre os pensamentos e motivações de seus animais de estimação. Até mesmo o vocabulário atrofiado do Scooby-Doo inspirou dois filmes no início dos anos 2000 que arrecadaram US$ 632 milhões, embora isso tenha mais a ver com sua tradição histórica como desenho animado do que com sua fascinante conversa.

Como seria de esperar, a Disney abriu o caminho para animar os cães. A dama e o vagabundo (1955) faturou US$ 344,31 milhões e, seis anos depois, 101 Dálmatas acumulou US$ 119,02 milhões. Esses clássicos foram relançados tantas vezes que embolsaram cerca de US$ 500 milhões nas décadas seguintes. Pets - A Vida Secreta dos Bichos, que tem uma sequência com lançamento global, é a prova de que esta fórmula ainda funciona. O filme arrecadou US$ 875,6 milhões em 2016.

Parece que os espectadores só querem ver cães sendo cachorros em vez de estrelas de esportes, policiais ou assassinos. Bud - O Cão Amigo é o filme de alto conceito de maior sucesso com um cachorro, e mesmo aquelas façanhas ilógicas em um time de basquete do ensino médio renderam apenas US$ 42,76 milhões. Claro que Max: o cão herói e Spot - um cão da pesada, com cachorros como agentes da lei, fizeram mais, mas seus retornos foram suaves quando comparados aos seus orçamentos maiores.

O mesmo pode ser dito quando os cães são excessivamente agressivos também. O Cão Branco de Sam Fuller (1982), sobre um cachorro treinado para ataques raciais, foi um fracasso. O thriller Max- Fidelidade Assassina (1993) fez apenas US$ 25,8 milhões. Mesmo a adaptação de 1993 de Cujo, de Stephen King, foi só boa, arrecadando apenas US$ 54 milhões. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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