Atul Loke para The New York Times
Atul Loke para The New York Times

Com negócios e turismo, mercado de aviação da Índia se expande

Mais empresas estão se instalando no país e mais indianos que moram em outros lugares estão voltando para visitar. Além disso, o turismo está crescendo

Perry Garfinkel, The New York Times

01 de fevereiro de 2020 | 06h00

No ano passado, a Singapore Airlines passou a oferecer mais nove voos semanais para a Índia, elevando o total para 104. Neste inverno, a Air-France-KLM aumentou em 25% a sua capacidade de assentos nos voos indianos. A United Airlines começou recentemente a operar com voos diários sazonais diretos de São Francisco a Nova Déli. E, em dezembro, a Delta Air Lines inaugurou um serviço direto de Nova York a Mumbai.

Neste ritmo, a Índia deverá se tornar o terceiro maior mercado da aviação até 2024, depois da China e dos Estados Unidos, informou a Center for Aviation, uma companhia que fornece dados de mercado. Segundo os especialistas, o aumento do número de voos é o resultado de diversas tendências. Cresceu o número de companhias internacionais de tecnologia que se estabeleceram na Índia ou ampliaram as suas equipes.

Ao mesmo tempo, é cada vez maior o de indianos que agora residem no exterior, o que significa um maior número de visitas à terra natal. Por sua vez, o turismo continua em expansão. A contribuição das viagens e do turismo para o PIB da Índia deverá subir de US$ 234 bilhões em 2017, para US$ 492,2 bilhões em 2028.

Embora na Índia existam sinais de uma desaceleração econômica, as viagens de negócios continuam fortes. E o que impulsiona estas viagens é o comércio bilateral, disse Gunjan Bagla, diretor gerente da Amritt Ventures, na Califórnia, uma companhia que ajuda as empresas ocidentais a negociar com a Índia. “Quando abri a minha companhia em 2003, o comércio bilateral entre os Estados Unidos e a Índia era de US$16 bilhões”, disse Bagla. “Hoje, é de US$ 142 bilhões. O que significa mais executivos voando nos dois sentidos”.

Raymond Kollan, fundador da agência de pesquisa da aviação Airline Trends, disse: “O centro de gravidade da economia global está se deslocando do Ocidente para os países asiáticos emergentes, o que favorece o aumento do número de empresas aéreas que olham para o Oriente antes de olharem para o Ocidente”. Ele citou a previsão da Airbus de que de 2018 a 2038 a frequência das viagens aéreas per capita na Índia e na China será muito maior do que nos Estados Unidos. A previsão atribui à expansão da classe média nos países emergentes.

“Neste momento, a Índia cresce mais do que a China. O país apresentou uma grande melhora em sua infraestrutura: estradas, aeroportos, eletricidade, melhor conectividade. Tudo isto torna mais fácil viajar e trabalhar lá”, disse o vice-presidente da Air France-KLM USA, Stéphane Ormand.

Manny Chohan é o objeto dos sonhos destas companhias aéreas. O diretor executivo da Dream Hotels, sediada em Nova York, viaja duas ou três vezes ao ano para a Índia para procurar negócios na área de incorporações. E acrescenta viagens aos parentes espalhados por toda a Índia, além de viagens adicionais a sítios históricos.

Chohan voou pela Etihad Aiways, a segunda maior companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos. A Etihad começou a operar na Índia em 2004 com um voo diário para Mumbai. Atualmente, voa 159 vezes por semana para dez cidades indianas. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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