Heesen Yachts
Heesen Yachts

Para quem já tem casas de veraneio, super-iates são alternativas

Na busca por mais luxo, ricos compram 'mansões flutuantes' por valores que chegam a U$$ 112 milhões

Shivani Vora, The New York Times

01 de julho de 2019 | 06h00

Para alguns riquíssimos compradores de imóveis para passar as férias, somente um super-iate poderá satisfazê-los. Definidos como barcos com pelo menos 27 metros de comprimento, esses iates são verdadeiras mansões flutuantes. A holandesa Heesen Yachts é uma das fabricantes de super-iates mais conhecida, construindo barcos de aço e alumínio vendidos por valores entre US$ 39 milhões e mais de US$ 112 milhões. A empresa tem 13 super-iates em construção no estaleiro em Oss, a cerca de uma hora de carro de Amsterdã.

Um deles é o Pollux. Com preço de € 43 milhões, ou cerca de US$ 48 milhões, o iate tem 55 metros de comprimento, seis quartos e um convés com mais de 90 metros, incluindo um bar grande e uma banheira de hidromassagem. O diretor executivo da Heesen, Arthur Brouwer, disse que a maioria dos fregueses da empresa pensa no próprio iate como a quinta ou sexta casa de veraneio; são geralmente dos Estados Unidos, da Europa ou do Oriente Médio.

Seguem abaixo trechos editados de uma entrevista.

Quanto tempo é necessário para a construção de um iate típico, desde o estágio do projeto até a conclusão do último detalhe?

Pode levar de três a quatro anos. O processo de decoração do interior costuma ser a parte mais demorada, especialmente se os clientes não sabem o que desejam. Para nós, não é incomum pensar em mais de 20 idas e vindas no processo de design.

Como é a reunião com os compradores para saber o que desejam? Eles visitam a empresa, ou são vocês que vão até eles?

Geralmente, somos nós que vamos até o cliente na primeira reunião. Então, eles costumam vir ao estaleiro em Oss pelo menos três ou quatro vezes enquanto seus iates são construídos. Mas, antes de chegar a esse estágio, o processo da compra do barco é na verdade bastante elaborado, podendo levar mais de um ano. Agendamos algumas reuniões com o cliente, onde quer que ele esteja no mundo. Antes de fechar negócio, eles recebem a ajuda de uma série de profissionais que nos sabatinam, incluindo seus advogados.

Pode comentar um pouco dos recursos encontrados no interior de um iate? Sua arquitetura difere muito de uma mansão em terra firme?

Sim. Um iate se movimenta, o que significa que, diferentemente de uma casa, a mobília tem de ser firmemente presa ao barco, ou até incorporada a ele. Além disso, nos barcos, os designers tendem a evitar as quinas, que poderiam resultar em situações muito dolorosas, preferindo mobília de cantos arredondados. E é necessário que os materiais tenham boa durabilidade, pois ficam expostos aos raios UV, à umidade e à corrosão provocada pelo sal.

Quais são alguns dos detalhes ou confortos mais extravagantes já pedidos pelos clientes?

Plataformas retráteis que se estendem sobre a água para aumentar o espaço de socialização; varandas cobertas ligadas aos quartos para garantir total privacidade aos donos; cascatas espalhadas por múltiplos conveses; várias piscinas; e cinemas externos.

Há recursos específicos que fazem aumentar o custo de um barco?

O que torna um barco caro é a engenharia usada para criar velocidade, como os motores grandes e os materiais leve. Além disso, sistemas de som e home theaters de última geração fazem o preço subir.

Quanto tempo as pessoas passam a bordo de seus super-iates?

Alguns clientes passam 30 semanas por ano em seus barcos. Têm seus escritórios a bordo e trabalham enquanto navegam de um porto a outro. Há clientes que passam apenas poucas semanas por ano a bordo.

Quais são alguns dos destinos mais buscados com seus iates?

Os destinos mais populares são St. Tropez no verão e, no inverno, Caribe. Mas um número cada vez maior de donos de iates está explorando locais mais distantes, como a Tailândia, Papua Nova Guiné e as Ilhas Galápagos. A beleza de se ter um iate é que nenhum lugar está fora do alcance. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.