An Rong Xu para The New York Times
An Rong Xu para The New York Times

Projeto milionário leva arte a 'deserto cultural' em Taiwan

O Centro Nacional para as Artes, na cidade de Kaohsiung, custou US$ 348 milhões e já atraiu 800 mil visitantes

Chris Horton, The New York Times

27 de fevereiro de 2019 | 06h00

KAOHSIUNG, TAIWAN - O Centro Nacional para as Artes de Kaohsiung em Taiwan destaca-se por sua presença colossal e pelo formato ondulado. Alguns taiwaneses acham que parece uma nave espacial; outros, uma arraia gigante. Mas há um aspecto que ninguém contesta. Com o seu projeto inspirado nas árvores de banyan e pela indústria marítima local, o centro de artes elevou o prestígio cultural desta cidade, no sul de Taiwan, proporcionando aos seus habitantes um espaço público muito frequentado.

O centro de artes do espetáculo, conhecido como Weiwuying, o nome do parque próximo, é o maior do mundo em área construída sob um único teto. A construção de US$ 348 milhões, inaugurada em outubro do ano passado, com concertos ao ar livre e nos teatros e salas internos, marca a sua chegada como um novo destino para espetáculos de classe global em Kaohsiung, uma cidade menosprezada como um “deserto cultural”.

A inauguração encerrou a transição para o local, uma antiga base militar criada pelo Japão imperial durante o governo colonial em Taiwan. Hoje, o centro, com uma área de 140 mil metros quadrados, localiza-se ao norte do Parque Municipal de Weiwuying. Pela manhã, as pessoas fazem ioga ou correm pela Plaza Banyan, a área coberta do edifício, que conecta os quatro espaços internos: uma ópera de 2.236 lugares, uma sala de concertos de 1.981, um teatro de 1.210, e uma sala de concertos menor, com 434 metros.

Na Plaza, são exibidos filmes, há atividades gratuitas para o público, e aulas de dança e de artes marciais para crianças. No interior do edifício, os moradores podem visitar exposições também gratuitas; a atual mostra a evolução da ópera taiwanesa. “Gosto de chamá-lo a sala de estar de Kaohsiung”. Os quatro espaços internos do edifício foram projetados para espetáculos de classe mundial, como a Orquestra filarmônica de Londres, que se apresentará aqui em março. Em abril, será a vez da Deutsche Oper am Rhein com a “Turandot” de Puccini.

“O conceito do projeto que Francine trouxe para Weiwuying foi a aproximação das pessoas às artes, e entre si”, disse Chien Wen-pin, diretor executivo e artístico do centro de artes, posto que ele assumiu depois de trabalhar por 22 anos na Deutsche Oper am Rhein em Düsseldorf. Nascido em Taipé, a capital, foi persuadido a voltar a Taiwan pela ministra da Cultura, Lung Ying-tai.

O centro de artes fez um enorme sucesso inicial, com 800 mil visitantes nas primeiras nove semanas depois da inauguração; espetáculos maiores atraíram apreciadores do Japão, Hong Kong e Cingapura. “Queremos que os artistas venham, sintam e criem para si mesmos”, disse Chien.” Queremos que os artistas se sintam inspirados a produzir novas obras”.

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