50 mil egípcios protestam contra ofensiva israelense

População toma as ruas de Alexandria após convocação da Irmandade Muçulmana, grupo que apoia o Hamas

Efe e Associated Press,

09 de janeiro de 2009 | 12h02

Dezenas de milhares de pessoas protestaram nesta sexta-feira, 9, em todo o Egito contra a operação militar israelense na Faixa de Gaza, segundo fontes de segurança e da Irmandade Muçulmana. As maiores concentrações aconteceram em Alexandria, segunda maior cidade do país, onde estimativas apontam que 50 mil pessoas condenaram os ataques e criticaram Israel, Estados Unidos e os governos árabes, que chamaram de "agentes (de Israel) e traidores".   Segundo fontes de segurança, as concentrações se realizaram apesar das medidas de segurança impostas nas principais cidades do país para evitar qualquer tipo de protesto. Os participantes respondiam a uma convocação lançada pela Irmandade Muçulmana, segunda força política do país, que apoia o Hamas e que mostraram sua rejeição à iniciativa francoegípcia para estabelecer uma nova trégua.   No Cairo, a polícia abortou várias manifestações e a Irmandade Muçulmana denunciou agressões dos serviços de segurança durante uma concentração que aconteceu dentro da mesquita de Al-Azhar, no centro da cidade. Policiais disseram que proibiram a entrada de câmeras nesta mesquita, lugar empregado habitualmente para este tipo de protestos. A Irmandade Muçulmana diz, em seu site, que pelo menos 15 mil pessoas se juntaram em Damieta, ao norte do Cairo, assim como em vários bairros da capital egípcia e em povoados de distintas províncias, número não confirmado pela polícia. Na cidade de Al Arish, capital da província do norte do Sinai, na fronteira com Israel, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas durante confrontos com a polícia.   Síria   Dezenas de milhares de sírios hoje às ruas do centro de Damasco para protestar contra os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que deixaram mais de 780 mortos e 3.200 feridos. O protesto pacífico teve a presença de homens - alguns com uniformes militares -, mulheres e estudantes, que levaram cartazes denunciando a ofensiva israelense e gritaram palavras de ordem contra o Estado judeu.   "Gaza é a terra da dignidade árabe" e "mantenham a luta, heróis, que nós lhes daremos apoio" eram alguns dos lemas que podiam ser lidos nos cartazes. A multidão também levou cartazes com as imagens do presidente sírio, Bashar al-Assad, o secretário-geral do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, e do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que decidiu expulsar o embaixador israelense de seu país há dois dias. Entre os manifestantes, havia religiosos, conhecidos intelectuais sírios, pesquisadores e escritores.   A Amã, na Jordânia, mais de 2 mil tomaram as ruas para apoiar os palestinos e pedir pelo fechamento da embaixada israelense no país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.