/Majdi Mohammed/AP
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Abbas acredita em acordo de paz com Israel em seis meses

Presidente da Autoridade Palestina diz ter conversado com ministro israelense para agilizar negociações

Efe,

16 de dezembro de 2009 | 09h08

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acredita possível alcançar um acordo de paz com Israel em seis meses, caso tenha fim a ampliação das colônias judias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Abbas colocou a possibilidade em pauta em entrevista ao diário israelense "Ha'aretz" publicada hoje, segundo dia de reunião do Conselho Nacional Palestino (CNP), órgão legislativo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em  Ramallah (Cisjordânia).

Na pauta da reunião está previsto pedir a Abbas que siga no cargo até que se realizem eleições, adiadas ontem de forma indefinida. "Falei duas vezes nas últimas semanas com o ministro (israelense) de Defesa, Ehud Barak. Há três semanas lhe sugeri que Israel pare toda construção nos assentamentos durante seis meses, incluindo Jerusalém Oriental. Durante esse período podemos voltar à mesa e inclusive completar as conversas sobre um acordo de status final. Ainda tenho que receber uma resposta", disse.

Ao contrário dos palestinos, insistiu o presidente, Israel não cumpre "uma só" de suas obrigações no marco do Mapa de Caminho, que exige a completa paralisação da edificação nas colônias judias.

"O Mapa de Caminho fazia pedidos a todas as partes. Pediram-nos para deter os ataques terroristas, reconhecer Israel e inclusive acabar com a incitação. Venham e vejam o que fizemos", assinalou.

O Estado judeu, por outro lado, não correspondeu, apesar de "a situação de segurança na Cisjordânia é excelente", graças à atuação das forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), indicou.

 

Gilad Shalit

 

Além das negociações de paz estagnadas com a Palestina, o governo de Israel também enfrenta tensões como Hamas, partido palestino que controla a Faixa de Gaza. Os israelnses querem a libertação do soldad Gilad Shalit, mas o Hamas exige em troca a soltura de centenas de prisioneiros. Embora as conversas estivessem em curso, Israel discorda de alguns nomes da lista de palestinos que seriam libertados e as negociações não tiveram mais progresso.

 

Nesta quarta, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, se reuniu com crianças em frente aos muros da Cidade Antiga e soltou pombas brancas em uma manifestação a favor da libertação de Shalit, em poder do Hamas desde 2006.

 

Israelenses solam pombas em Jerusalém pela libertação de Gilad Shalit. Foto: Ronen Zvulun/Reuters

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