Abbas aprofundou divisão interna palestina, diz Hamas

Porta-voz do grupo islâmico condena o líder do Fatah por recusar proposta de diálogo sugerida pelo Egito

Efe,

26 de janeiro de 2008 | 18h48

O Hamas acusou neste sábado, 27, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, de "aprofundar a divisão interna palestina" ao rejeitar a oferta de diálogo do chefe de Estado egípcio, Hosni Mubarak.   Veja também Líder do Hamas aceita diálogo com Fatah proposto por Mubarak   "Abbas nem sequer mencionou o convite" em seu discurso em Ramala, lamentou o porta-voz do grupo islâmico, Fawzi Barhum, em declarações à imprensa na Faixa de Gaza.   A exigência, reiterada neste sábado pelo presidente da ANP, de que o Hamas reverta seu "golpe de Estado" em Gaza e volte "à razão" representa, de acordo com Barhum, uma "clara rejeição à proposta de Mubarak".   Abbas insistiu nestas condições, apesar do pedido dos islamitas para transitar conjuntamente as passagens fronteiriças da Faixa de Gaza, após a derrubada da cerca divisória com o Egito.   O líder do Fatah expôs que a ANP está disposta a "tomar o controle das passagens, para aliviar o sofrimento" do povo palestino, causado por sete meses de bloqueio israelense.   Em discurso durante uma cerimônia nacional em Ramala, Abbas disse que entregou à ONU, à Liga Árabe e à comunidade internacional um plano neste sentido, informou a imprensa em Gaza.   O Hamas vê na derrubada de trechos da cerca fronteiriça com o Egito, na quarta-feira passada, a oportunidade para negociar com o Cairo e com o Fatah um novo acordo sobre a gestão das fronteiras de Gaza, como pediu naquele mesmo dia o dirigente na faixa, Ismail Haniyeh.   Outro líder do Hamas, Mohammed al-Ghul, qualificou o ocorrido na fronteira de primeiro passo para acabar com o bloqueio imposto por Israel e de "reforço da soberania palestino-egípcia na passagem de Rafah", que liga os dois territórios.   Barhum também criticou a chamada de Abbas às milícias palestinas para que parem de lançar foguetes artesanais contra Israel, por considerar uma "justificativa da política israelense de aplicar um castigo coletivo e cercar a Faixa de Gaza" e uma "negação do direito à resistência" do povo palestino.

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