Abbas chama Holocausto de 'crime mais abominável' contra humanidade

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chamou o Holocausto de "crime mais abominável" contra a humanidade em tempos modernos em um comunicado divulgado neste domingo, numa aparente tentativa de se aproximar de Israel dias depois da suspensão do diálogo de paz entre os dois lados.

Reuters

27 de abril de 2014 | 10h33

Abbas já havia condenado antes o assassinato em massa de judeus na Segunda Guerra Mundial, mudando alegações de um livro de sua autoria, de 1983, em que negava o Holocausto.

Os seus novos comentários sobre o tema, porém, têm importância adicional, feitos um dia depois de Abbas ter sinalizado que continuava comprometido com o processo de paz e que um futuro governo de unidade palestino reconheceria Israel.

A mensagem foi divulgada no dia em que Israel relembra a morte dos seis milhões de judeus durante o Holocausto. Ela também expressou simpatia pelos familiares das vítimas.

Israel suspendeu as negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos na quinta-feira, como resposta ao inesperado pacto político de Abbas com o grupo Hamas, que defende a destruição de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que Israel não irá negociar com um governo que tem o apoio do Hamas, e que Abbas não pode dizer que o Holocausto é terrível enquanto abraça, ao mesmo tempo, os que procuram a destruição do povo judeu.

(Por Jeffrey Heller)

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