Abbas condena violência em Gaza e pede diálogo

O presidente palestino, Mahmoud Abbas,rejeitou as acusações de autoridades do Hamas em Gaza de queseu movimento Fatah está por trás de um ataque a bomba quematou cinco homens armados do Hamas e uma garota há dois dias. Abbas renovou os pedidos por diálogo com seus rivaisislâmicos e demonstrou apoio a um comitê independente defiguras palestinas e ativistas dos direitos humanos parainvestigar a explosão. A explosão destruiu um carro do Hamas, matando um homemarmado e uma garota e ferindo 20 pessoas. Falando no Cairo depois de se reunir com o presidenteegípcio, Hosni Mubarak, Abbas afirmou: "Aceitaremos qualquerdecisão que resulte desse comitê de investigação porque nãoaceitamos as ações feias que aconteceram em Gaza". "O que aconteceu foi muito lamentável e doloroso para nossopovo e não aceitamos isso", disse Abbas a repórteres segundo aagência de notícias estatal egípcia MENA. "Ao mesmo tempo, não aceitamos acusações e contra-acusaçõese as insinuações diretas do Hamas para acusar a Fatah...deresponsabilidade pelo que aconteceu", completou. Culpando a facção Fatah, de Abbas, pela explosão desexta-feira, as forças de segurança do Hamas lançaram um ataqueà Fatah, prendendo quase 200 de seus defensores e fechandoescritórios e instituições que pertencem ao grupo rival emGaza. Em resposta, as forças de segurança de Abbas na Cisjordâniaprenderam 20 partidários do Hamas, alimentando mais tensõesentre as duas facções.

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