Abbas contata outros países para deter ataques a Gaza

Iniciamos contato urgente com vários países árabes e outros para cessar os massacres, diz presidente palestino

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 10h31

O presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou neste sábado, 27, ter iniciado uma série de "contatos urgentes" com diversos países para deter os bombardeios israelenses que deixaram dezenas de mortos na Faixa de Gaza.   Veja também: Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ataques israelenses matam pelo menos 155 em Gaza Israel diz estar pronto para expandir ataques a Gaza EUA pedem que Israel evite baixas civis em ataques a Gaza Reação palestina deixa israelense morta e quatro feridos Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques      "Iniciamos contatos urgentes com vários países árabes e outros para cessar a agressão e os massacres na Faixa de Gaza", disse Abas por telefone à agência de notícias AFP.    Em entrevista à revista alemã Focus, feita antes dos ataques deste sábado, o presidente israelense, Shimon Peres, afirmou que considera possível um acordo com os palestinos em 2009, apesar da atual escalada de tensão na Faixa de Gaza, mas insiste em que não haverá negociação com o Hamas.   As diferenças sobre as fronteiras estão "quase resolvidas", já que a questão afeta "apenas 2% ou 3% do território, o que pode ser resolvido", disse Peres. No entanto, o presidente israelense afirmou que não se pode incluir o Hamas como interlocutor em negociações, pois este movimento "não quer negociar".   Peres descartou uma nova ocupação de forma permanente da Faixa de Gaza, mas afirmou na ocasião que poderia haver "ataques militares pontuais" contra o Hamas. "Os terroristas trouxeram a escuridão à Faixa de Gaza, obstaculizam a criação de um Estado palestino. Não temos nenhum prazer em ver o sofrimento da população. Se pararem de atacar, nós também faremos o mesmo. Se não, daremos os passos necessários", disse.   Mediação   Israel abriu na sexta-feira as passagens com Gaza para permitir a entrada de ajuda humanitária, em uma tentativa de fortalecer a mediação do Egito para renovar a trégua com o Hamas.   A abertura dos postos fronteiriços aconteceu após a visita da ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, ao Cairo.   Livni insistiu ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, para que faça valer sua influência e consiga a trégua do Hamas, mas disse também que fará "tudo o necessário" para conter os ataques a partir da Faixa de Gaza.   O governo israelense prepara uma intervenção militar aérea e terrestre contra os grupos armados que atacam o território israelense com foguetes e bombas.   Esta operação não começaria até que o Executivo israelense se reúna amanhã, margem considerada necessária para ver se há alguma reação em direção à trégua por parte do Hamas.

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