Abbas defende presença de Síria e Líbano em reunião de paz

Estados Unidos, organizador do encontro, considera a Síria um dos Estados que compõem o 'eixo do mal'

Efe,

23 de setembro de 2007 | 16h05

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que se reunirá na próxima semana com o americano George W. Bush, quer que os Estados Unidos convidem a Síria e o Líbano para participar da conferência internacional de paz marcada para novembro, segundo a assessoria da presidência palestina. Nimer Hamad, assessor de Abbas, disse ao jornal Ha'aretz que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice (que presidirá a conferência), se comprometeu a convidar o Comitê de Supervisão da Liga Árabe, no qual estão representados Arábia Saudita, Egito, Marrocos, Síria e Líbano. A Síria, atualmente sob tensão com Israel, é um dos Estados incluídos por Bush no que ele chama de "eixo do mal", junto com o Irã e a Coréia do Norte. A conferência também terá a participação do Quarteto de Madri - Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU - e os membros do G8 (grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia). Hamad disse que, enquanto isso, prosseguem as conversas entre representantes da ANP e Israel para elaborar um documento que sirva de marco para retomar as negociações de paz. Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se propõem apresentar o texto na conferência em Washington. Por enquanto, as duas partes estão ainda divididas em assuntos substanciais e não conseguiram um acordo preliminar. O chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, também se manifestou em favor da participação da Síria e do Líbano, que oficialmente está em estado de beligerância com Israel desde 1948. Hamad informou também que o presidente palestino voltará a se reunir com Olmert no dia 1.º de outubro. Será a sexta reunião entre os dois desde agosto. Segundo fontes palestinas, a Arábia Saudita também pressiona Washington para convidar a Síria e o Líbano para a conferência. O próprio Governo libanês tem condicionado sua participação à da Síria.

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