Abbas descarta negociar com Israel sem fim dos assentamentos

Após reunião com Hillary, líder palestino diz que 'não há nada de novo' no processo de paz no Oriente Médio

Efe,

31 de outubro de 2009 | 16h33

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou hoje, depois de se reunir com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que não retomará as negociações com Israel até o fim dos assentamentos. Em declarações à imprensa depois de se reunir com Hillary, que chegou ontem à noite procedente do Paquistão, Abbas afirmou que "não há nada de novo" no processo de paz com Israel.

 

Reiterou que não há possibilidades de retomar as negociações sem o fim total dos assentamentos por parte de Israel, que considerou "ilegais e inaceitáveis". Abbas reclamou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se negue a bloquear os assentamentos, e com isso é impossível "passar para uma nova fase" no diálogo.

 

Lembrou que este ponto foi o que definiu em seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e disse que o processo de paz deve se basear nas fronteiras de 1967. Isso significa "a retirada israelense dos territórios que ocupou esse ano para poder estabelecer o Estado palestino sobre esse território."

 

Abbas acrescentou que, na reunião com a secretária de Estado americana, também foi tratada a questão de Jerusalém, mas não foi alcançado "nada de novo". A retomada das conversas de paz com os israelenses - para Abbas - é condicionada a que o governo hebraico volte às bases, que são os assuntos do retorno dos refugiados, a água, Jerusalém Oriental e os assentamentos.

 

Sobre Jerusalém, a demolição de casas palestinas "é um assunto muito difícil e perigoso", disse. "Nós estamos alertando do perigo para que o mundo árabe e islâmico dê a esse assunto um interesse político e prático, e não só midiático", acrescentou.

 

Elevamos nossa voz muito alto: Jerusalém está em perigo. Salvar Jerusalém é responsabilidade árabe, cristã e do mundo inteiro", disse, acrescentando que "a paz começa em Jerusalém". Abbas terminou explicando que um encontro com Netanyahu é possível se este aceitar as reivindicações palestinas, mas que o encontro com o primeiro-ministro israelense não é um fim em si mesmo.

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