Abbas deve pedir ação de Bush contra assentamentos judaicos

O presidente palestino,Mahmoud Abbas, afirmou na segunda-feira que pedirá aopresidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que coíba aampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. Bush, que visita o Oriente Médio nesta semana, classificoucomo um "obstáculo" a expansão dos assentamentos judaicos emterras ocupadas nas quais os palestinos pretendem fundar seuEstado. E disse que discutiria o assunto com o premiê deIsrael, Ehud Olmert, durante sua permanência na região, ondedesembarca na quarta-feira. Na semana passada, Olmert ordenou o congelamento de novasobras israelenses na Cisjordânia, mas não suspendeu os planosrelativos à construção de centenas de casas em uma árealocalizada nas cercanias de Jerusalém e conhecida pelosisraelenses como Har Homa. Os palestinos chamam a área de JabalAbu Ghneim. As obras na região transformaram-se no principal ponto dediscórdia com os palestinos e receberam críticas do governonorte-americano. Abbas deixou claro que as medidas adotadas por Israelficaram aquém do que exigem os palestinos a fim de que adiplomacia possa render frutos. "Desejamos que ele (Bush) primeiro peça aos israelenses queparalisem a construção dos assentamentos e que garantam maisuma vez o fim da ocupação iniciada em 1967", afirmou Abbas arepórteres após participar de uma missa cristã ortodoxarealizada em Belém. Segundo ele, o futuro Estado palestino deveria ser criadoao lado de Israel, com "Jerusalém como capital dos doisEstados: Jerusalém Oriental para os palestinos e JerusalémOcidental para os israelenses". As declarações vão ao centro a um conflito já de décadas.Bush, que lançou oficialmente as negociações entre Olmert eAbbas em uma conferência patrocinada pelos EUA e realizada emnovembro, espera uma solução mais próxima antes de deixar seucargo, no começo do próximo ano. Negociadores palestinos e israelenses devem se reunir aindana segunda-feira para acertar um plano relativo a Jerusalém eoutras "questões centrais" --as fronteiras de um futuro Estadopalestino e o destino dos refugiados palestinos. Olmert e alguns de seus principais assessores se mostraramdispostos a abrir mão de grande parte da Cisjordânia e dasáreas de maioria árabe de Jerusalém por meio de um acordo quepermitiria a Israel manter os grandes conjuntos de assentamentoexistentes na Cisjordânia. Mas o premiê condicionou a entrega das terras a ações deAbbas para controlar os militantes do Hamas, que em junhovenceram eleições na Faixa de Gaza. Apesar de o presidente palestino ter avançado nas questõesde segurança, Israel afirma que ainda há muito a ser feito. (Reportagem adicional de Mohammed Assadi em Ramallah)

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