Abbas diz que pretende retomar negociações de paz

Presidente palestino conversou pessoalmente com seu colega americano, George W. Bush

Agências internacionais, Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h25

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, conversou nesta segunda-feira, 18, por telefone com o presidente americano, George W. Bush, sobre uma possível retomada das negociações de paz no Oriente Médio. Segundo a agência de notícias da ANP, Wafa, a conversa mantida entre Abbas e Bush se concentrou na situação na Faixa de Gaza, depois que o movimento islâmico Hamas tomou o controle desse território na semana passada. "O presidente Abbas disse a Bush que este é o momento de retomar o processo das negociações políticas e reavivar a esperança do povo palestino", disse Nabil Abu Rudaina, assessor de Abbas. Bush deve se encontrar nesta terça com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, na Casa Branca, com quem abordará a crise palestina e outros assuntos regionais, como as ameaças de uma guerra com a Síria, a situação na fronteira com o Líbano e o programa nuclear iraniano. Abbas retirou o Hamas do governo após considerar um golpe de Estado os ataques da organização islâmica contra as instalações da ANP na Faixa de Gaza, ocorridos na quinta-feira passada. O independente Salam Fayyad foi nomeado à frente de um governo de emergência, um dia depois da decisão de Abbas de dissolver o Executivo de unidade, integrado por membros do Hamas, do nacionalista Fatah e outras figuras independentes, e que tinha assumido o poder em 17 de março. Apoio internacional O governo chinês declarou nesta segunda-feira que respeita a legitimidade da Autoridade Nacional Palestina e de seu presidente, Mahmoud Abbas, e pediu que as forças palestinas parem os violentos conflitos na zona. Segundo o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, a China "faz uma chamada contundente às facções palestinas para que terminem o conflito e resolvam suas diferenças através do diálogo e das consultas, para salvaguardar os interesses fundamentais do povo palestino". O Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia também expressou nesta segunda o apoio de Moscou ao presidente Abbas. "A Rússia, assim como os outros membros do quarteto de mediadores internacionais, apoiou as ações de Abbas, que fez uso de suas faculdades constitucionais", afirmou a Chancelaria russa em comunicado divulgado através de seu site. Junto com os EUA, a ONU e a União Européia, a Rússia faz parte do Quarteto de Madri de mediadores internacionais para o Oriente Médio. O Ministério de Exteriores russo expressou que Moscou "parte da base de que o novo governo de emergência da ANP fará todas as ações necessárias para normalizar e melhorar a situação humanitária nos territórios palestinos e, o mais importante, para colocar fim ao confronto entre palestinos". Na opinião da Rússia, para conseguir esses objetivos, é preciso iniciar um "amplo diálogo entre todas as forças palestinas, incluindo o Hamas". O Ministério de Exteriores destacou ainda que, na Faixa de Gaza, a situação socioeconômica e humanitária está piorando de forma drástica, por conta do bloqueio total imposto por Israel.

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