Mohamad Torokman/Reuters
Mohamad Torokman/Reuters

Abbas impõe termos para retomar processo de paz com Israel

Autoridade Palestina quer fim de expansão de assentamentos na Cisjordânia e respeito às fronteiras pré-1967

estadao.com.br,

15 de dezembro de 2009 | 11h12

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse nesta terça-feira, 15, que os palestinos vão retomar o processo de paz se Israel suspender a ampliação dos seus assentamentos e reconhecer as fronteiras pré-1967 como base para a criação de um Estado palestino.  Falando ao conselho central da Organização para a Libertação da Palestina, Abbas disse que não aceitará um retorno à violência contra Israel.

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"Quando Israel parar a atividade dos assentamentos por um período específico e quando reconhecer as fronteiras que propomos, e essas são as fronteiras legais, não haverá nada que nos impeça de ir às negociações para completar o que concordamos em Annapolis (conferência ocorrida em 2007 nos EUA)", disse Abbas em Ramallah. "Retorno à violência? Não aceitaremos."

Abbas, sob pressão dos EUA e da União Europeia para retomar o diálogo abandonado há um ano, disse que não está estabelecendo termos, simplesmente reiterando as obrigações de Israel sob o "mapa da paz" que norteia o processo.

Na opinião dele, é Israel que está estabelecendo pré-condições ao insistir que Jerusalém fique de fora das negociações e que a ampliação dos assentamentos prossiga.

Israel recentemente decidiu não autorizar novas obras durante dez meses nos assentamentos da Cisjordânia, mas isso não inclui assentamentos em áreas anexadas ao município de Jerusalém.

Eleições adiadas

As eleições na ANP foram adiadas de forma indefinida, anunciou hoje, em Ramallah, o secretário-geral do Conselho Nacional Palestino (CNP),Yasser Abed Rabbo. "As necessidades nacionais requerem adiar as eleições e flexibilidade para definir uma nova data, a fim de impedir uma maior divisão entre Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza", disse Abed Rabbo à imprensa.

O secretário-geral do CNP, organismo legislativo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e de seu Comitê Executivo, o funcionário acusou o movimento islâmico Hamas, que governa Gaza, e Israel, que ocupa Cisjordânia e Jerusalém Oriental, de bloquear o processo eleitoral.

"Israel quer impedir as eleições em Jerusalém para dizer que a cidade não é parte dos territórios palestinos, e o Hamas quer proibir o pleito em Gaza para torpedear a reconciliação e nos extorquir", afirmou.

Com Efe e Reuters

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