Abbas não deve concordar com negociações diretas, diz Ramallah

Apesar da convicção americana, líder palestino não vê evolução nas conversas com Israel

Estadão.com.br

16 de julho de 2010 | 12h00

JESRUSALÉM - O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, é oposto ao reinício das conversações diretas no Oriente Médio em um futuro próximo apesar da "grande convicção" da administração de Obama que esse tipo de negociação possa começar em alguns dias ou semanas, divulgou a Radio Israel nesta sexta-feira, 16, citando fontes em Ramallah, segundo informações do jornal Ha'aretz.

 

O enviado americano George Mitchell esteve na região nesta semana, viajando de Ramalahh a Jerusalém para rodadas de negociação separadas com Abbas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Mitchell tem moderado as conversas entre os dois lados pelos últimos dois meses.

 

Quando perguntado quando os Estados Unidos previa o começo do processo direto, o porta-voz do Departamento de Estado P. J. Crowley disse: "Essa é uma decisão que diz respeito antes e primeiramente aos líderes israelenses e palestinos... Eu acho que penso que temos grande convicção que em algum ponto, as negociações diretas serão retomadas. Se isso acontecerá daqui a alguns dias ou semanas, não acho que estamos em posição para falar nesse momento".

 

Mitchell se encontrou com Netanyahu nesta sexta-feira em Jerusalém e irá para Ramallah no sábado para conversas com Abbas e o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad. O partido de Abbas, Fatah, disse na quinta-feira que não haveria mudança para negociações face-a-face no Oriente Médio almejadas pelos EUA sem progresso nas conversas indiretas que está mediando.

 

O líder palestino está sendo pressionado por Washington para concordar com as negociações diretas com Netanyahu - que diz que está pronto para começar as negociações com o líder palestino imediatamente.

 

Mas Abbas está cauteloso quanto a negociar diretamente com um líder israelense que ele acredita ão ter vontade de acabar com o conflito no Oriente Médio em termos aceitáveis para os palestinos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.