Abbas oferece diálogo a Israel sobre anistia e armas

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse nesta sexta-feira que está preparado para manter um diálogo com Israel se o governo israelense libertar prisioneiros e autorizar que sua polícia seja rearmada, mas que não haveria uma negociação de paz total até que os assentamentos na Cisjordânia fossem suspensos.

JOHN IRISH, REUTERS

08 de junho de 2012 | 16h41

"Recentemente dissemos a eles que se Israel aceitar libertar prisioneiros e nos permitir rearmar a polícia, então voltaríamos a sentar na mesma mesa que Netanyahu", disse Abbas em referência ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Se o senhor Netanyahu está de acordo... então estabeleceremos um diálogo, mas isso não significa uma negociação", disse Abbas a jornalistas durante uma visita a Paris, na França.

As negociações patrocinadas pelos Estados Unidos sobre a criação de um Estado palestinos junto a Israel foram paralisadas em 2010 em uma disputa pelos assentamentos israelenses no território ocupado, uma porção de terra que prometeu anexar sob qualquer eventual acordo.

Israel libertou no passado alguns prisioneiros da facção Fatah, de Abbas, o que descreveu como um gesto de boa vontade aos palestinos.

Os israelenses também estão em coordenação regular com as forças de segurança de Abbas na Cisjordânia e têm voz sobre o armamento e o posicionamento delas.

(Reportagem de Elizabeth Pineau e Dan Williams, em Jerusalém)

Mais conteúdo sobre:
ORMEDABBASISRAEL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.