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Abbas pede a Bush que cumpra promessa de acordo de paz

Líder palestino afirma que não haverão novas chances caso os EUA não alcancem meta até o final deste ano

Agência Estado e Associated Press,

25 de fevereiro de 2008 | 13h47

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, exigiu nesta segunda-feira, 25, que os Estados Unidos cumpram a promessa de trabalhar em favor de um acordo de paz no Oriente Médio até o fim deste ano e advertiu que não haverá novas chances no futuro. Numa conversa com jornalistas depois de uma reunião a portas fechadas com o rei Abdullah da Jordânia, Abbas observou que se o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não cumprir sua promessa de "fazer de 2008 o ano de negociar a paz, nunca mais surgirão chances como esta no futuro para que se busque essa meta".   Veja também:  Hamas faz nova oferta de trégua a Israel  Palestinos formam 'corrente humana' em protesto contra Israel   Palestinos e israelenses retomaram no fim do ano passado, depois de quase sete anos de interrupção, as negociações para a paz no Oriente Médio. Quando o diálogo foi relançado, Bush manifestou a esperança de ver um Estado palestino independente criado ainda em 2008. "Os Estados Unidos devem entender que precisam desempenhar um papel ativo, não apenas de supervisão, intervindo diretamente para ajudar a fazer a paz", disse Abbas a jornalistas.   O líder palestino também exigiu que Israel "pare de provocar a escalada da situação nos territórios palestinos e interrompa todos os ataques contra a Faixa de Gaza, inclusive os ataques com mísseis".   Por sua vez, Abdullah manifestou desalento com a rápida deterioração das condições de vida em Gaza e defendeu o fim do bloqueio econômico imposto ao território palestino controlado pelo Hamas, diz um comunicado divulgado pela casa real. O monarca enfatizou que a Jordânia recusa-se a aceitar soluções parciais ou ações unilaterais que criem "obstáculos reais à busca por um progresso tangível do processo de paz", prossegue o texto.   O cerco israelense e o atual embargo econômico arruinaram a economia de Gaza, onde vivem 1,4 milhão de palestinos. As medidas de restrição também incapacitaram o fornecimento de serviços básicos como educação, saúde, esgoto e distribuição de água.   Por meio de um outro comunicado, a casa real jordaniana informou que Abdullah e sua esposa, a rainha Rania, iniciarão uma visita aos Estados Unidos em 28 de fevereiro e se reunirão com funcionários do governo americano ligados ao processo de paz.   A secretária de Imprensa da Casa Branca, Dana Perino, confirmou que Bush se reunirá com Abdullah em 4 de março e informou que os dois conversarão sobre a situação no Líbano, o processo de paz entre israelense e palestinos e outros temas regionais.

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