Abbas pede a líderes que evitem festa de Israel na Cisjordânia

Presidentes, premiês e outrasautoridades que comparecerem ao 60o aniversário de Israel, nomês que vem, serão evitados por líderes palestinos, casovisitem a Cisjordânia ocupada. Autoridades palestinas disseram que a decisão de boicotartemporariamente os líderes mundiais que visitarem a Cisjordâniadurante as festividades israelenses foi do presidente daAutoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e de seu governo naCisjordânia. É uma forma de protesto simbólico. Não ficou claro se alguma autoridade internacional temmesmo planos de ir à Cisjordânia. Cerca de 700 mil palestinos fugiram ou foram expulsos nafundação de Israel, em 1948, no dia chamado de Nakba("catástrofe") pelos palestinos, que fazem reuniões ecerimônias nesta data. "Quem participar destes eventos (israelenses) será personanon grata", disse uma autoridade palestina, que não quis terseu nome divulgado. Espera-se que Israel receba pelo menos seis atuais chefesde Estado, incluindo o presidente norte-americano George W.Bush, para as comemorações do 60o aniversário do país. Autoridades palestinas disseram que os líderes quecomparecerem a essas festividades e depois forem à Cisjordânianão serão banidos para o resto da vida e poderão se encontrarcom líderes palestinos em outras oportunidades. Bush planeja se encontrar com Abbas no Egito, depois devisitar Israel -- autoridades palestinas disseram que essasconversas ocorrerão como planejado. O boicote temporário poderia melhorar a imagem de Abbasante os refugiados palestinos. Hoje, existem mais de 4,3 milhões de refugiadosregistrados, muitos dos quais vivem em campos perto daCisjordânia, da Faixa de Gaza e arredores. A questão dos refugiados é uma das mais espinhosas entre asque se colocam entre Abbas e o primeiro-ministro de Israel,Ehud Olmert, na tentativa de estabelecer um Estado palestinoainda este ano.

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