Abbas pede que EUA ajudem a frear assentamentos israelenses

Paralisação das construções de novas casas é ponto crucial para negociações de paz serem retomadas

Efe,

23 Novembro 2009 | 15h57

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu nesta segunda-feira, 23, aos EUA e a "toda a comunidade internacional" que ajudem a interromper os assentamentos israelenses em territórios reivindicados pelos palestinos como condição para avançar em negociações de paz.

 

"O que pedimos ao (presidente americano,) Barack Obama, e a toda a comunidade internacional, é que os assentamentos israelenses sejam interrompidos, inclusive em sua evolução natural", disse em entrevista coletiva conjunta com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, com quem se reuniu nesta segunda-feira em Buenos Aires.

 

"Pedimos também que se respeite o que tínhamos acordado com o governo israelense anterior, de voltar às fronteiras de 1967", antes da chamada Guerra dos Seis Dias, acrescentou. "Se esses dois pontos forem respeitados, as negociações serão fáceis", afirmou Abbas, que começou nesta segunda sua visita oficial à Argentina.

 

O presidente da ANP lembrou que considera a construção de 900 novos imóveis israelenses na parte oriental de Jerusalém como "perigosa" e negou taxativamente que os palestinos "imponham negociações prévias" para avançar no processo de paz no Oriente Médio.

 

"Nós respeitamos todos os pontos comprometidos no 'Mapa de Caminho' estipulado com o Governo israelense anterior", ressaltou. "Deus não queira que voltemos a uma intifada. O povo palestino optou pelo caminho da paz, não quer voltar à intifada armada", assegurou Abbas.

 

Para a presidente argentina, a Casa Branca "pode fazer mais" pela paz entre israelenses e palestinos. Segundo Cristina, a Argentina "está disposta a contribuir" com o processo de paz no Oriente Médio em uma ação conjunta com o Brasil no marco da União de Nações Sul-americanas (Unasul). "Todos os países têm o que oferecer à paz", afirmou a governante.

 

Na segunda-feira passada, quando recebeu a visita do presidente de Israel, Shimon Peres, Cristina reafirmou seu apoio à criação de um Estado palestino.

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