Abbas prevê fim de negociações sobre Palestina para 2008

Governo do Fatah acredita que questão será definida cerca de 6 meses após conferência da paz para a região

Reuters,

04 de outubro de 2007 | 11h28

O governo do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse na quinta-feira que as negociações formais com Israel para a criação do Estado palestino podem ser concluídas em um prazo de seis meses após a conferência promovida pelos EUA sobre a paz no Oriente Médio, prevista para novembro.   O ministro da Informação, Ryad al-Malki, disse que o acordo seria posteriormente submetido ao povo palestino em referendos nos territórios do futuro Estado e no exterior. Não está claro como seria possível organizar a consulta pública, já que os territórios palestinos estão física e politicamente divididos - o grupo islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto seus rivais da facção laica Fatah, ligada a Abbas, governam a Cisjordânia.   Falando a jornalistas um dia depois de Abbas ser recebido em Jerusalém pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, Malki disse que as negociações para o status final dos palestinos se baseariam em um documento conjunto que os negociadores palestinos e israelenses começarão a redigir na semana que vem.   Malki disse que tal documento conjunto, a ser apresentado na conferência de meados de novembro, abordaria as chamadas questões do status final (fronteiras, a situação de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos), mas sem entrar "nos mínimos detalhes".   O ministro disse ainda que Abbas espera que as discussões sobre o status final durem "seis meses, no máximo", porque grande parte do trabalho já foi realizado em negociações prévias. Uma vez que haja tal acordo sobre o status final, ele seria apresentado em uma nova reunião às partes que comparecerem à conferência de novembro, segundo fontes palestinas.   Autoridades de ambas as partes disseram que na quarta-feira Abbas e Olmert concordaram que as negociações sobre o status final vão começar depois da conferência, mas Olmert se recusou a aceitar um cronograma específico com prazos para o acordo.   A conferência é parte dos esforços dos EUA para fortalecer Abbas e seu governo na Cisjordânia, isolando o Hamas, que prega a destruição de Israel e controla Gaza desde que venceu uma rápida guerra civil em junho na Faixa de Gaza.   O Hamas rejeita a conferência e diz que as reuniões Olmert-Abbas servem para garantir que "as questões palestinas fundamentais" não sejam tratadas.

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