Abbas prevê impasse em acordo se Israel mantiver colônias

Presidente da ANP pede solução para a divisão de Jerusalém e a criação das fronteiras do Estado Palestino

Efe,

18 de dezembro de 2007 | 11h52

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, advertiu nesta terça-feira, 18, sobre as "dificuldades" que o processo de paz enfrentará em um "futuro próximo", se Israel não colocar fim à "colonização" dos territórios palestinos. Se a "postura oficial" do governo israelense for a de manter e expandir os assentamentos, então as negociações bilaterais esbarrarão em "dificuldades em um futuro próximo", disse Abbas em entrevista coletiva, em Paris. O presidente da ANP pediu também uma "solução" aos israelenses sobre o futuro dos prisioneiros palestinos, a divisão de Jerusalém e o traçado das fronteiras, a fim de canalizar a via rumo à paz e à criação de um Estado palestino. Abbas se mostrou otimista sobre o processo de paz, relançado em novembro na reunião em Annapolis (EUA), após a conferência de doadores realizada nesta segunda-feira em Paris, quando a comunidade internacional prometeu uma ajuda de US$ 7,4 bilhões à ANP e mostrou seu apoio ao futuro Estado palestino. Abbas agradeceu as "contribuições generosas" dos países, que são destinadas a "levantar a economia palestina", e disse que as autoridades palestinas não querem "mendigar", e esperam ser auto-suficientes no futuro. Segundo o presidente, a reunião de Paris foi "um êxito político e econômico para a causa palestina" e uma mostra do "verdadeiro respaldo" da comunidade internacional à criação de um Estado, disse o presidente da ANP. Abbas alertou, no entanto, contra as condições à ajuda de países como o Reino Unido, que pedem previamente a suspensão dos postos de controle israelenses na Cisjordânia, ao estimar que seria um "duplo castigo". "As ajudas não podem estar subordinadas" às decisões de Israel. "Caso contrário, seria um duplo castigo: primeiro nos matam e depois nos privam das ajudas", disse o líder palestino. Ofensiva israelense Abbas condenou os ataques cometidos desde a noite de segunda-feira pelo Exército israelense, que mataram doze milicianos da Jihad Islâmica. "Rejeitamos todos estes ataques e lamentamos estes atos selvagens e bárbaros", disse Abbas, em referência à ofensiva do Exército israelense em diferentes pontos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Ao mesmo tempo, criticou os disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza contra território israelense, uma prática "absurda", que deve "acabar", disse.

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