Abbas reafirma que acordo com Israel pode sair neste ano

Presidente palestino encontra-se com Ehud Barak; ministro diz que Israel está preparado para concessões

Associated Press,

01 de julho de 2008 | 16h06

O presidente palestino Mahmoud Abbas e o ministro da Defesa israelense Ehud Barak se encontraram rapidamente nesta terça-feira, 1, do lado de fora de uma conferência mundial do partido socialista, e ambos indicaram seu apoio às conversas de paz.   Veja também: EUA propõem novas negociações sobre Oriente Médio   Após uma reunião privada de meia hora em um resort costeiro a 40 quilômetros ao sul de Atenas, Barak disse à imprensa que espera que o diálogo de paz, apoiado pelos Estados Unidos, continue, por sentir que Israel está preparado para fazer concessões dolorosas.   Falando na conferência mais cedo, Abbas disse que as conversas "ainda enfrentam grandes obstáculos", mas indicou que uma solução pode ser alcançada neste ano. "Esperamos conseguir antes do final do ano um acordo verdadeiro", disse o palestino, acrescentando que após o pacto "palestinos, israelenses e outros povos da região" poderão entrar em uma nova era de paz.   O presidente palestinos disse que ainda há "uma grande distância entre as respectivas posições que não podem ser superadas até que o governo israelense adote posições e medidas que claramente enfatizem o sério desejo de dar lugar a uma oportunidade para alcançar a paz."   "Mas essa chance poderá não continuar aberta para sempre", destacou Abbas. Ele pediu ainda moderação dos dois lados para preservar a instável trégua na Faixa de Gaza, mediada pelo Egito. "Esperamos que (o cessar-fogo) continue apesar daqueles que tentam destruí-la", afirmou.   Barak disse na conferência que os líderes do Hamas em Gaza devem soltar o soldado israelense capturado há dois anos.   Mais cedo, Abbas e o ministro israelense se encontraram separadamente com o primeiro-ministro grego Costas Karamanlis e com a ministra do Exterior Dora Bakoyannis. Eles não fizeram comentários após a reunião.   Na segunda, o líder do partido Socialista Grego, George Papandreou, foi reeleito para um segundo mandado no Socialista Internacional.

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