Abbas reitera pedido por governo palestino de unidade

Presidente da Autoridade Palestina reforça união com rivais Hamas para reconstrução da Faixa de Gaza

Agências internacionais,

19 de janeiro de 2009 | 12h42

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu nesta segunda-feira, 19, pela formação de um governo de unidade nacional que abra caminho para eleições presidenciais e parlamentares simultâneas, depois da ofensiva contra o Hamas que deixou 1.300 mortos. Abbas, que também pediu pelo inicio imediato das conversas de reconciliação com o Hamas, fez as declarações na cúpula de países árabes no Kuwait, onde a Arábia Saudita anunciou uma doação de US$ 1 bilhão para a reconstrução de Gaza. A reunião tem como objetivo fortalecer o crescimento e o desenvolvimento econômico no mundo árabe, apesar da crise econômica internacional.   Veja também: Hamas promete se rearmar após ofensiva em Gaza Tropas sairão de Gaza antes de posse de Obama, afirma Israel Hamas anuncia trégua para Israel sair da Faixa de Gaza No Egito, França diz que Israel deve deixar Faixa de Gaza Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       "De agora em diante, precisamos de um governo de unidade nacional que se encarregue de organizar as eleições... e o levantamento do bloqueio israelense, a abertura das fronteiras, a reconstrução e a realização de eleições presidenciais e parlamentares simultâneas", afirmou Abbas em participação no encontro de países árabes no Kuwait. O grupo islâmico Hamas, que ganhou as eleições realizadas em 2006, tomou o controle da Faixa de Gaza de seus rivais do grupo secular Fatah, de Abbas, em 2007. O presidente palestino, que mantém o controle da Cisjordânia, conta com o apoio de muitos países ocidentais, mas é visto como um líder fraco por alguns países árabes, especialmente a Síria, que apoia o Hamas.   Para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, israel deveria ser qualificado como um "Estado terrorista" por sua ofensiva militar de 22 dias na Faixa de Gaza. "Os árabes deveriam declarar um apoio inequívoco à resistência palestina...Eu convocou o encontro árabe a oficialmente declarar Israel como um Estado terrorista pelo crime que ele cometeu em Gaza", disse o líder sírio. "Cessar-fogo não significa o fim da agressão, pois as forças invasoras ainda estão em Gaza", criticou Assad, pedindo a "solidariedade árabe...para nossas causas". O emir do Kuwait, xeque Sabah al-Ahmad al-Sabah, abriu o encontro com um pedido de medidas coletivas entre os árabes, como "passos práticos para estabilizar o cessar-fogo" na Faixa de Gaza.   Para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, israel deveria ser qualificado como um "Estado terrorista" por sua ofensiva militar de 22 dias na Faixa de Gaza. "Os árabes deveriam declarar um apoio inequívoco à resistência palestina...Eu convocou o encontro árabe a oficialmente declarar Israel como um Estado terrorista pelo crime que ele cometeu em Gaza", disse o líder sírio. "Cessar-fogo não significa o fim da agressão, pois as forças invasoras ainda estão em Gaza", criticou Assad, pedindo a "solidariedade árabe...para nossas causas". O emir do Kuwait, xeque Sabah al-Ahmad al-Sabah, abriu o encontro com um pedido de medidas coletivas entre os árabes, como "passos práticos para estabilizar o cessar-fogo" na Faixa de Gaza.   O rei saudita, Abdullah bin Abdelaziz, afirmou nesta segunda-feira que seu país doará US$ 1 bilhão para a reconstrução da Faixa de Gaza. O monarca criticou Israel por usar força excessiva em sua ação militar e disse que "uma gota do sangue palestino" vale mais que todo dinheiro do mundo. O rei falou nesta segunda-feira durante um encontro de líderes regionais no Kuwait.   O rei disse também que a oferta de paz das nações árabes a Israel não é eterna e o governo israelense deve entender que nem sempre estará disponível a opção entre a paz e a guerra. A iniciativa de paz árabe prevê que os israelenses se retirem de todos os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em troca, Israel seria oficialmente reconhecido pelas nações árabes.   Fortes desacordos dificultaram a resposta árabe à ofensiva israelense em Gaza. Algumas nações pediam ações mais incisivas, enquanto outros pregavam uma abordagem mais suave. As diferenças ficaram claras quando o Qatar sediou um encontro de líderes islâmicos, na sexta-feira, apesar da oposição à reunião vinda de vários países, entre eles Egito e Arábia Saudita, que não compareceram.   O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que a comunidade internacional não deve marginalizar o Hamas depois de sua guerra contra Israel. Erdogan, que falou durante uma visita à sede da União Europeia (UE) em Bruxelas, afirmou que o grupo militante islâmico claramente venceu as eleições realizadas em Gaza em 2007 e isso tem de ser respeitado. "Nós não devemos colocá-los contra a parede porque...teríamos extremismo, se os convidarmos para a sucessão, veremos o que eles podem fazer. Se eles não obtiverem sucesso, vão perder na próxima vez", disse Erdogan em discurso durante conferência do Centro de Política Europeia.   "Se não houver movimentos em direção à democracia naquela região, então devemos respeitar a decisão das pessoas que foram às urnas", disse o premiê turco, cujo partido tem raízes islâmicas. A UE e os Estados Unidos mantêm o Hamas em suas listas de grupos terroristas e recusam-se a entrar em contato com eles até que o grupo militante reconheça o direito de existência de Israel e renuncie à violência.

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