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Ação militar no Irã seria um desastre, diz Annan

Uma ação militar contra o Irã porsuas ambições nucleares seria "um desastre" e a única maneirade resolver o impasse é através do diálogo, disse oex-secretário-geral da ONU Kofi Annan nesta quinta-feira. Durante o ano passado, o presidente norte-americano GeorgeW. Bush e o vice-presidente Dick Cheney aumentaram o tom dodiscurso contra o Irã, que têm desafiado as exigênciasinternacionais para parar o enriquecimento de urânio. Ambosdizem que Washington quer uma solução diplomática para oimpasse mas se recusam a descartar as opções militares. O enriquecimento de urânio pode ser utilizado para ageração de energia ou para a fabricação de armas nucleares.Teerã afirma que seus propósitos nucleares são pacíficos masWashington e outros governos temem não ser o caso. "Estou certo de que não podemos tomar ações militares noIrã, e espero que ninguém esteja contemplando a possibilidade",disse Annan em uma conferência com correspondentes da ONU emNova York. "Será um verdadeiro desastre", afirmou Annan. "Eu realmentenão vejo outra solução senão a continuação das negociações e odiálogo que está acontecendo." Mas Annan afirmou que há sérias preocupações com umacorrida armamentista nuclear no Oriente Médio se o Irãdesenvolver seu programa nuclear e que os esforços do país paraenriquecer urânio são preocupantes. Se o governo de Teerãadquirir o conhecimento técnico para desenvolver o processopara fins pacíficos, faltaria um pequeno passo para usá-lo paraarmamentos, disse. Annan afirmou que o Irã tem a obrigação de garantir aomundo, e não só aos Estados Unidos, que tem intençõespacíficas. "Eu disse aos iranianos diretamente que se você não temnada a esconder e você não está fabricando bombas e suasintenções são pacíficas, abra suas portas, deixe entrar osinspetores, deixe-os ir a qualquer lugar", disse. Mais cedo neste mês o Conselho de Segurança da ONU impôsmais uma rodada de sanções ao Irã devido à recusa do país emsuspender seu enriquecimento nuclear e outras atividadesdelicadas. O Irã classificou as resoluções anteriores e atuais comoviolações da lei internacional (Reportagem de Claudia Parsons)

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