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Acnur enviará primeiro representante ao Iraque desde 2003

O Alto Comissariado das Nações Unidas paraos Refugiados (Acnur) afirmou na segunda-feira que enviaria umrepresentante a Bagdá pela primeira vez desde 2003, quando 22pessoas, entre as quais o brasileiro Sérgio Vieira de Mello,então enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque,morreram em um atentado a bomba realizado contra seusescritórios. Antonio Guterres, o chefe do Acnur, disse que a manobraintegrava os esforços para permitir que a agência ajude deforma mais eficiente os iraquianos, tanto os que perderam suascasas quanto os que estão fugindo do país. "Nosso representante fica agora em Amã e eu decidicolocá-lo imediatamente em Bagdá. Dentro das próximas duassemanas, apresentarei um novo nome às autoridades iraquianas(para que o aprovem)", disse Guterres. O atentado de 2003 fez com que a ONU retirasse do Iraquetodos os seus funcionários estrangeiros, mantendo naquele paísapenas funcionários iraquianos responsáveis por realizar asatividades mínimas da entidade. Nos últimos meses, mais estrangeiros pertencentes à ONUregressaram ao Iraque, apesar de vários ainda trabalharem desdeAmã, capital da Jordânia. O contingente de estrangeiros do Acnur presente em Bagdáaumentará dos dois membros atuais para um total de cinco. Amaior parte da equipe de apoio, no entanto, continuará em Amãpor causa da falta de segurança ainda existente, acrescentouGuterres. Cerca de 2,2 milhões de iraquianos fugiram dosenfrentamentos sectários que mataram dezenas de milhares depoisde um atentado contra um importante santuário xiita, emfevereiro de 2006, ataque esse responsável por levar o Iraque àbeira de uma guerra civil. O Crescente Vermelho do país estima que entre 1,5 milhão e2 milhões de iraquianos tenham fugido para a Síria e a maiorparte dos outros, para a Jordânia. Um número mais ou menosequivalente de iraquianos abandonaram suas casas, mas continuamno Iraque.

REUTERS

18 de fevereiro de 2008 | 15h46

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