Acordo livra ex-presidente israelense em caso de estupro

Katsav foi investigado entre 2006 e 2007 por uma série de delitos de caráter sexual

Efe,

26 de fevereiro de 2008 | 05h55

A Corte Suprema de Israel aceitou nesta terça-feira, 26, um acordo fora dos tribunais entre a Procuradoria e o ex-presidente israelense Moshe Katsav, que exime este último de duas acusações de estupro.   Os juízes emitiram sua decisão em uma audiência na qual ignoraram uma série de recursos movidos por supostas vítimas do ex-presidente e organizações civis, contra um acordo alcançado há oito meses e que consideraram uma "afronta" à Justiça.   Katsav foi investigado entre 2006 e 2007 por uma série de delitos de caráter sexual, entre eles dois de estupro, que lhe obrigaram a renunciar a seu cargo, sendo substituído por Shimon Peres.   Na época, a Procuradoria anunciou que o então presidente iria para a prisão, mas depois, no acordo, as acusações foram diminuídas, para delitos menores de assédio sexual e obstrução à Justiça. "Não vemos causa para aceitar os recursos (das vítimas)", sentenciaram os juízes do Supremo, em uma decisão divulgada esta manhã.   A Procuradoria expressou suas satisfação com a decisão dos juízes. "O acordo se baseia nas evidências. Não houve irregularidades na decisão do procurador-geral, Menachem Mazuz, na hora de eximir Katsav dos delitos de estupro", disse.

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