Acordo no Oriente Médio é improvável neste ano, diz Rice

Secretária de Estado minimiza chance de paz entre Israel e Palestina na última tentativa de plano de Bush

Agência Estado e Associated Press,

06 de novembro de 2008 | 10h36

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, admitiu nesta quinta-feira, 6, que é improvável um acordo entre israelenses e palestinos até o fim do ano. Condoleezza deu a declaração ao iniciar uma missão de paz pelo Oriente Médio. Apesar de admitir que o prazo inicialmente proposto pelo governo George W. Bush não parece mais factível, Condoleezza ressaltou que é importante "manter o impulso e o dar respaldo às negociações".   Veja também: Israel alerta Obama para 'perigos' do diálogo com Irã   A secretária falou no avião que a conduzia ao Oriente Médio nesta quinta-feira, em sua oitava viagem à região desde que foi estabelecida a meta de 31 de dezembro para um acordo de paz. A data foi determinada em um encontro no qual o presidente Bush recebeu líderes palestinos e israelenses, em novembro passado, em Annapolis, Maryland.   Condoleezza admitiu que uma das dificuldades da missão que inicia é a instabilidade política em Israel. O primeiro-ministro Ehud Olmert foi forçado a renunciar, após ser envolvido em vários escândalos de corrupção. A ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, conseguiu suceder Olmert na presidência do partido governista Kadima, porém não conseguiu formar um governo. Agora, haverá eleições em 10 de fevereiro. Tzipi e o linha-dura Benjamin Netanyahu, do Likud, aparecem empatados em primeiro nas pesquisas.   "Nossa esperança é que o processo de Annapolis tenha lançado as bases para...o estabelecimento de um Estado palestino quando as circunstâncias políticas permitirem", afirmou a secretária. Ela apontou que "haverá uma base firme para se avançar até a conclusão" do acordo, até o fim do ano. É a primeira vez que Condoleezza admite sua convicção de que será impossível chegar a um acordo até o fim do ano. No dia 20 de janeiro, o presidente George W. Bush deixará o cargo e será sucedido pelo democrata Barack Obama.   Líderes israelenses e palestinos já haviam admitido que o prazo inicial era pouco realista. Condoleezza visitará Israel e os territórios palestinos. Além disso, seguirá para Egito e Jordânia, em busca do apoio árabe para as negociações. Ela espera também que haja um balanço do que foi realizado até o momento. "Será importante dar algum tipo de conclusão ao trabalho realizado."

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