Acordo para sanções ao Irã na ONU está próximo, diz Rússia

Parlamentar russo diz que ideia cresceu bastante; China ainda se mostra reticente à eficácia das medidas

estadao.com.br,

04 de fevereiro de 2010 | 11h54

A Rússia e a as potências do Ocidente estão mais próximas de um acordo para impor novas sanções ao Irã, disse o chefe do comitê de Relações Exteriores do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, nesta quinta-feira, 4.

As considerações de Konstantin Kosachyov, aliado ao Kremlin, foram os mais fortes indícios que Moscou poderia apoiar um novo pacote de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde tem poder de veto.

"Apesar das conversas mais sérias com o Irã, a ideia da aplicação de sanções de caráter econômico cresceu bastante entre a Rússia e os outros países", disse Kosachyov.

O deputado expressou preocupação sobre os últimos testes do Irã e seus desafios à comunidade internacional de não paralisar seu enriquecimento de urânio. "A situação está começando a nos alarmar', disse.

China reticente

 

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Mais cedo, em Paris, o ministro de Exteriores da China, Yang Jiechi, disse que a imposição de sanções ao Irã podem complicar as relações diplomáticas entre os países envolvidos e podem eventualmente dificultar o consenso por uma solução.

Durante sua visita à França, onde se encontrará com o presidente Nicolas Sarkozy pela tarde, o chanceler chinês disse que queria ver mais negociações diretas entre o Irã e a comunidade internacional sobre o controvertido programa nuclear da nação islâmica.

"Falar sobre sanções neste momento complicará a situação e poderá ser um obstáculo para chegarmos a uma solução diplomática", disse Yang.

"A China apoia o tratado de não-proliferação nuclear. Todos os países têm o direito de usar energia nuclear de forma pacífica, inclusive o Irã, se obedecerem as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)", completou o chinês.

Com informações da Reuters

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