Acordo por Shalit depende da soltura de 4 presos do Hamas

Jornais afirmam que Israel recusa libertação de militantes exigidos pelo grupo para soltar soldado refém

Agências internacionais,

09 de fevereiro de 2009 | 08h06

Um acordo pela libertação do soldado israelense sequestrado pelo Hamas, Gilad Shalit, depende de uma disputa entre Israel e o grupo islâmico por quatro prisioneiros que o governo recusa a libertação, segundo afirma os jornais árabes Asharq al-Awsat e Al-Quds al-Arabi, ambos com sede em Londres. Israel teria concordado, entretanto, em soltar todos os outros prisioneiros que o Hamas exige em troca de Shalit.   Veja também: Livni tenta reagir com ''fator Shalit''  Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza        Os diários afirmam que os quatro presos que provocam o impasse são Abdullah Barghouti, Ibrahim Hamad e Abbas el-Said, todos membros do grupo, e Ahmed Sa'adat, líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). Todos teriam ligações com atentados terroristas. Said é o arquiteto do massacre no Park Hotel em Netanya, onde morreram 20 civis em 2002. A reportagem foi publicada depois que fontes egípcias disseram ao Haaretz no fim de semana que o Hamas aceitou fazer parte de um acordo de cessar-fogo e abertura de fronteiras que inclua a libertação do soldado refém.   Abdullah Barghouti, parente do líder do Fatah detido Marwan Barghouti, preparou cintos com explosivos usados em ataques como o na pizzaria Sbarro, no centro de Jerusalém, no Moment café e numa universidade. Hamad, comandante do braço armado do Hamas em Ramallah, na Cisjordânia, também foi condenado por envolvimento em atentados terroristas. Sa'adat está preso desde 2001 pelo assassinato do ex-ministro do Turismo Rehavam Ze'evi.   Um palestino morreu nesta segunda durante um ataque da aviação israelense no norte da Faixa de Gaza, quando tentava em território israelense. Médicos locais e as Forças Armadas de Israel confirmaram a morte de Khaled al Kafarna, de 22 anos. Ele teria sido encontrado nas imediações da fronteira norte de Gaza, cerca da população de Beit Hanoun. Al Kafarna foi atingido por um foguete disparado por um helicóptero ao redor da meia-noite e que, aparentemente, tratava de infiltrar-se no território israelense.   O Exército israelense disse que está investigando o fato. A força aérea israelense também atacou de madrugada uma delegacia de polícia do Hamas na localidade de Khan Yunes, no sul da faixa. Um porta-voz militar israelense especificou que a Força Aérea atacou duas "posições do Hamas, uma na população de Beit Lahia, ao norte de Gaza e outra em Khan Yunes, no sul da faixa".   No domingo, milicianos palestinos dispararam desde a faixa litorânea dois foguetes contra o território israelense, sem conseguir atingir ninguém. "Como única autoridade da Faixa de Gaza, o Hamas tem completa responsabilidade pelas atividades terroristas que surgem das zonas sob seu controle", mencionou um comunicado do Exército israelense divulgado após os ataques da madrugada.

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