Acuado por indiciamento, chanceler de Israel diz que não renuncia

O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, disse na quinta-feira que não precisa renunciar por causa da decisão do Ministério da Justiça de indiciá-lo por fraude e quebra de confiança, duas acusações menos graves do que se considerava originalmente.

Reuters

13 de dezembro de 2012 | 18h47

Uma eventual renúncia sacudiria o primeiro escalão do governo israelense, a poucas semanas de uma eleição geral em que o favoritismo é todo do partido direitista Likud, de Lieberman e do premiê Benjamin Netanyahu.

"Segundo a opinião jurídica que me foi dada, não tenho de renunciar", disse um otimista Liebermann em discurso no qual foi ovacionado por apoiadores. "Uma decisão final será tomada após consultas com meus advogados e tendo em consideração não ferir o público votante."

Ele nega todas as acusações e pede que o processo seja acelerado.

As investigações contra Lieberman, de 54 anos, começaram em 2001 e abrangem nove países. As acusações mais sérias incluem lavagem de dinheiro e suborno, mas a procuradoria geral disse que não há chance de condená-lo por isso.

(Por Ari Rabinovitch)

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