Afeganistão concorda com escritório do Taliban no Catar--Karzai

O presidente Hamid Karzai disse nesta quarta-feira que o Afeganistão concorda com os esforços norte-americanos de negociar com o Taliban, e com o plano do grupo insurgente de abrir um escritório no Catar, porque isso poderia evitar mais conflitos e mortes de civis inocentes.

HAMID SHALIZI, REUTERS

04 de janeiro de 2012 | 12h49

O Taliban afegão disse na terça-feira que havia chegado a um acordo preliminar para abrir um escritório político no Catar, nação do Golfo, e pediu a libertação de presos mantidos na prisão militar norte-americana na Baía de Guantánamo.

O escritório é visto por autoridades ocidentais e afegãs como um passo importante para levar adiante as tentativas discretas de se chegar a um fim negociado de uma década de guerra. O comunicado do Taliban não mencionou o governo de Cabul.

Karzai e autoridades norte-americanas disseram repetidas vezes que qualquer processo de paz deveria ser liderado pelos afegãos e o presidente se aborreceu no passado quando se sentiu excluído dos esforços estrangeiros para estabelecer algum tipo de negociação.

No entanto, depois de um atraso de 24 horas na resposta ao anúncio, Karzai se disse favorável à medida.

"O Afeganistão concorda com as negociações entre os Estados Unidos e o Taliban que levarão ao estabelecimento de um escritório no Catar", disse o gabinete de Karzai em comunicado.

As negociações podem poupar o Afeganistão de "conflito, conspirações e o assassinato de pessoas inocentes", dizia o comunicado.

Autoridades norte-americanas disseram à Reuters no mês passado que, depois de 10 meses, as negociações com o Taliban haviam chegado a um ponto crítico e que elas em breve saberiam se seria possível pôr fim ao impasse.

Como parte da diplomacia, os Estados Unidos estudam a transferência de vários presos de alto perfil do Taliban da prisão militar em Guantánamo para a custódia do governo afegão.

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