Afeganistão defende que governo assuma abrigos para mulheres

O governo do Afeganistão defendeu nesta terça-feira um projeto para assumir a administração de abrigos para mulheres vítimas de abuso. O país alega que muitas mulheres são enganadas para deixar suas casas sem um bom motivo, e que os refúgios são repletos de corrupção.

MATT ROBINSON, REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 11h04

O plano assustou alguns grupos defensores de direitos humanos. Eles alertaram que o plano irá desfazer progressos importantes conquistados na área de direitos das mulheres desde a derrubada do Taliban em 2001, e que a proposta deixará as vítimas à mercê de um Estado pobre em recursos e de autoridades misóginas.

A proposta foi feita após acusações na mídia afegã de que tais abrigos, administrados por organizações não-governamentais estrangeiras, incentivavam a imoralidade, a prostituição e o uso de drogas.

A atual ministra para Assuntos das Mulheres do Afeganistão, Husn Banu Ghazanfar, disse que o governo havia encontrado diversas "infrações" na administração dos abrigos.

Ela sugeriu que as entidades tinham um excesso de financiamento e que não estava claro para onde ia o dinheiro. Apesar de reconhecer que muitas mulheres enfrentavam "problemas" em casa, Ghazanfar disse que algumas eram "enganadas" a deixar sua residência.

"Algumas não tiveram nenhum problema em casa e depois pedem desculpas a suas famílias e a nós", disse ela.

Ghazanfar disse que ela, pessoalmente, não tinha provas de prostituição ou uso de drogas, mas afirmou tais rumores precisavam parar.

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