Erik De Castro/Reuters
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Afeganistão está mais inseguro e violento, diz ONU

Incidentes registrados nos primeiros oito meses do ano aumentaram 40% em relação a 2010

Reuters

28 Setembro 2011 | 15h39

CABUL - O Afeganistão ficou mais inseguro em 2011, com um drástico aumento nos incidentes de segurança e um número maior de mortes de civis, desalojados e ataques suicidas em relação ao ano passado, aponta um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, 28.

O número de incidentes registrados durante os primeiros oito meses do ano foi quase 40% maior do que no mesmo período de 2010. Embora dois terços dos casos estejam concentrados no sul e no sudeste, os ataques suicidas tornaram-se mais comuns fora dessa área. A região central é responsável por um em cada cinco casos.

O número de ataques suicidas complexos subiu 50% neste ano até agora em comparação com o ano anterior e representa uma proporção maior de todos os ataques suicidas.

 

As mortes de civis, que já registravam níveis recordes no primeiro semestre, subiram 5% no período de junho a agosto em comparação com o ano passado, com os insurgentes relacionados a três quartos das mortes e ferimentos.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), liderada pela Organização do Tratad odo Atlântico Norte (Otan), informou que contesta os achados do relatório e forneceria dados próprios na quinta-feira, mas não deu mais detalhes. "Seguindo-se à avaliação inicial, a Isaf considerou (o relatório) inconsistente com os dados que coletamos", disse o porta-voz da Isaf, Jimmie Cummings, em comunicado.

O relatório apresentado ao Conselho de Segurança da ONU pelo secretário-geral Ban Ki-moon salienta os desafios enfrentados pelo governo do Afeganistão e pela coalizão liderada pela Otan, que iniciou a transferência gradual da responsabilidade pela segurança à polícia e ao Exército afegão em julho.

Ele disse que áreas de transição, que incluem as províncias de Bamiyan e de Panjshir e a cidade de Lashkar Gah, no sul do país, "continuam a enfrentar uma insurgência resistente que tenta contestar a capacidade das forças afegãs."

Foi registrado um total de 1.841 mortes e ferimentos de civis entre junho e agosto. Desses, 282 (12 por cento) casos são atribuídos às forças afegãs ou estrangeiras. Os ataques aéreos foram a principal causa de mortes pelas forças de coalizão, matando 38 civis em julho, o maior número registrado em um mês desde fevereiro de 2010, disse o relatório.

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