Ahmadinejad acusa EUA de terem financiado atentado que matou 30

Presidente iraniano diz Ocidente tem medo que outros povos alcancem desenvolvimento tecnológico

Efe

19 de julho de 2010 | 09h39

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou nesta segunda-feira, 19, os Estados Unidos de terem financiado aos autores do duplo atentado a bomba de quinta-feira em Zahidan, no sudoeste do país, que causou mais de 30 mortos e uma centena de feridos.

 

"EUA patrocinam os terroristas e os autores deste tipo de atentados na região com ajudas financeiras, equipamentos de informática e armas", afirmou Ahmadinejad na inauguração de duas fábricas de cerâmica em Qazvin, no leste de Teerã, segundo a agência pública de notícias "Irna".

 

O ultraconservador líder iraniano destacou que o duplo atentado de quinta-feira a uma mesquita em Zahidan, centro da província de Sistan-Baluchistão, aconteceu após a aprovação de uma nova resolução da ONU contra o Irã.

 

"Esta é a lógica dos vaqueiros, que primeiro impõem uma resolução, depois ameaçam e depois pedem para dialogar", sentenciou.

 

Ahmadinejad acrescentou que, no entanto, "Irã está disposto ao diálogo se perceber que eles querem a justiça e a lei para todos".

 

Na opinião dele, a preocupação do Ocidente "não é pelo temor de uma bomba atômica, já que eles têm milhares ogivas nucleares, mas temem pelo despertar dos povos e suas tentativas de alcançarem o desenvolvimento tecnológico".

 

"As resoluções não podem afetar ao Irã e impedir seu desenvolvimento", precisou.

 

O Conselho de Segurança da ONU aprovou recentemente uma nova resolução de sanções contra o Irã, a quarta até agora, por sua rejeição de suspender o enriquecimento de urânio que pede a comunidade internacional.

 

Os países ocidentais, especialmente os EUA e Israel, suspeitam que o Irã tenha um programa clandestino de armamento por trás de outro de atividades pacíficas.

 

As autoridades do regime teocrático xiita de Teerã rejeitam a acusação e afirmam que suas atividades atômicas são transparentes e têm fins pacíficos e civis.

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