Ahmadinejad defende direito de possuir tecnologia nuclear

Líder iraniano garantiu novamente que seu programa nuclear tem fins pacíficos

EFE

03 de setembro de 2007 | 06h17

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou nesta segunda-feira em Teerã uma reunião ministerial do Movimento de Países Não-Alinhados (NOAL) com um discurso no qual defendeu o direito do Irã de possuir tecnologia nuclear. Além disso, Ahmadinejad acusou os EUA, embora sem citá-los, de aproveitar-se dos princípios dos direitos humanos para conseguir objetivos políticos, e advertiu sobre a imposição de novas sanções internacionais contra seu país pelas atividades atômicas iranianas. A reunião do NOAL, da qual participam cerca de 100 de delegações, diversas delas em nível de ministro de Assuntos Exteriores, discutirá durante dois dias os "direitos humanos e a diversidade cultural". Além disso, o governante iraniano defendeu a situação dos direitos humanos em seu país, enquanto criticou especialmente a "ocupação do Iraque" e "o massacre de milhares de palestinos", ações que, na sua opinião, "são realizadas por aqueles que dizem ser os defensores dos direitos humanos". "Aqueles que dizem que defendem os direitos humanos são os que estabeleceram as prisões para torturar as pessoas, enquanto tentam privar o Irã de seu direito de conseguir a tecnologia nuclear", disse Ahmadinejad, segundo a televisão iraniana "Alalam". Após reiterar que o programa atômico de seu país é "pacífico", o líder iraniano considerou que "há poucos países que estão contra os direitos (nucleares) da República Islâmica". "Alguns países empregam toda a sua força diplomática e sua influência para separar o povo iraniano de seus direitos. Além disso, impõem sanções econômicas e políticas contra o Irã e inclusive ameaçaram com ações militares", acrescentou. "No entanto, não possuem alternativas a não aceitar nossos direitos", já que "o ciclo de produção de combustível nuclear é para o serviço da paz e o bem-estar de seu povo e de todos os povos do mundo", acrescentou. O líder iraniano se referiu ao acordo alcançado em agosto pelo Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para solucionar as "questões pendentes" no caso nuclear iraniano, e reiterou que com esse entendimento "o Irã considera que esse dossiê está fechado".

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