Khaled al-Hariri/Reuters
Khaled al-Hariri/Reuters

Ahmadinejad discute ameaças de Israel com Hezbollah e Hamas

'Reuniões ressaltaram a importância da união entre os países da região contra ameaças sionistas', segundo canal

Efe,

26 de fevereiro de 2010 | 12h36

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se reuniu na quinta-feira separadamente em Damasco com o secretário-geral do grupo libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, e com o líder do grupo palestino Hamas, Khaled Meshaal, informou nesta sexta-feira, 26, a televisão Al-Manar.

 

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Segundo o canal libanês, durante a reunião Ahmadinejad e Nasrallah "discutiram sobre as recentes ameaças de Israel à Síria e ao Líbano". Este encontro ocorreu em uma breve visita de Ahmadinejad à Síria, durante a qual o líder iraniano se reuniu com o colega sírio, Bashar al-Assad, com quem assinou um acordo que permite aos cidadãos dos dois países ingressarem sem vistos.

 

Além disso, Ahmadinejad se encontrou com Meshaal e vários líderes de diferentes facções palestinas, que vivem exilados na Síria. "A reunião ressaltou a importância da coordenação entre as facções palestinas e a república do Irã para enfrentar às ameaças sionistas, assim como às agressões contra os templos sagrados", afirmou o canal libanês.

 

Por sua vez, o presidente iraniano também manteve uma reunião com uma delegação composta por representantes cristãos e muçulmanos com quem dialogou - segundo o Al-Manar, sobre "a necessidade de conseguir uma unidade cristão-muçulmana contra os poderes da arrogância mundial".

 

Na quinta, o ultraconservador líder iraniano advertiu de novo a Israel, e insistiu em que um eventual ataque contra a Síria desembocaria no fim do Estado israelense. "Se a entidade sionista (Israel) repete os ataques do passado, isto significará sua expulsão. Se optar pelo caminho errado não terá lugar na região", ressaltou Ahmadinejad. Com relação a isso, o presidente Assad destacou que seu país "está o tempo todo preparado para fazer frente a uma eventual agressão de Israel".

 

A visita de poucas horas de Ahmadinejad à Síria coincidiu com um aumento do tom das declarações entre Israel, por um lado, e Síria e Líbano, por outro. Em 3 de fevereiro, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, manifestou que era vital voltar às negociações de paz com a Síria porque se podia ir à guerra.

 

Em resposta, o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al Moualem, advertiu que, em caso de disputa, esta chegaria até as cidades israelenses. O ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, respondeu um dia depois que, se a Síria provocar Israel e ocorrer uma guerra, o regime de Assad, cairá.

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