Ahmadinejad diz que EUA tentaram matá-lo em visita ao Iraque

Líder iraniano afirma que tropas de seu país frustraram um 'plano americano' para seqüestrá-lo em março

Efe,

19 de junho de 2008 | 17h51

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quinta-feira, 19, que os órgãos de segurança de seu país frustraram um "plano americano" para seqüestrá-lo e matá-lo durante a visita que fez em março ao Iraque, informou nesta quinta o site da TV iraniana Alalam.  Ahmadinejad fez a acusação durante uma reunião com clérigos iranianos na cidade de Qom, ao sul de Teerã, na qual afirmou que, "segundo informações comprovadas, os inimigos planejaram" seqüestrá-lo e assassiná-lo, plano que foi frustrado após mudanças na agenda. O Irã, que sofre pressão de vários países ocidentais por conta de seu programa nuclear, não mantém relações diplomáticas com os EUA e afirma que esse país e Israel são os principais inimigos da República Islâmica, fundada em 1979. "Quando os americanos se deram conta de que tínhamos descoberto seu plano, eu tinha deixado o Iraque, por isso ficaram surpresos", acrescentou o líder iraniano.  O presidente do Irã também disse que, durante sua presença no Iraque, se recusou a ficar hospedado na chamada Zona Verde, onde ficam as embaixadas dos EUA e do Reino Unido, assim como as instituições do governo iraquiano.

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