Ahmadinejad diz que Israel está perto da 'aniquilação'

Presidente iraniano afirma que comemoração do aniversário de 60 anos tentam salvar o 'sinistro regime' da morte

Agência Estado e Associated Press,

14 de maio de 2008 | 12h13

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou nesta quarta-feira, 14, que Israel está morrendo e as comemorações do 60.º aniversário da criação do Estado são uma tentativa de evitar sua "aniquilação". O comentário ocorre em um momento no qual o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visita Israel.   Veja também:  Líder do Hamas diz que 'Israel desaparecerá algum dia' Bush: democracia em Israel traz otimismo à região Foguete palestino atinge shopping center em Israel   "O regime sionista está morrendo", disse Ahmadinejad durante um discurso no norte do Irã. "Os criminosos acham que, ao fazer comemorações, podem salvar o sinistro regime sionista (Israel) da morte e da aniquilação." O presidente linha-dura usou a palavra árabe "ismihlal", que pode ser traduzida como destruição, morte ou colapso.   Arye Mekel, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, disse que o discurso de Ahmadinejad não merecia resposta. "Essas são as palavras de um homem que nega a existência do Holocausto e está produzindo armas nucleares, enquanto ameaça Israel com a extinção", disse Mekel. "A comunidade internacional deve cuidar desse problema, para assegurar que o Irã nunca tenha armas nucleares."   O Irã não reconhece Israel, e Ahmadinejad várias vezes já pediu a destruição do Estado judeu. A troca de insultos se intensificou em 2005, quando Ahmadinejad disse que Israel deveria ser "varrido do mapa do Oriente Médio". O iraniano já chegou a se referir ao Holocausto - o massacre de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial pelos nazistas - como um "mito".   Israel considera o Irã uma ameaça por causa de seu programa nuclear e de seu arsenal de mísseis. Israel e os Estados Unidos acusam Teerã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O Irã nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica.   Matéria atualizada às 14h35.

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