Ahmadinejad insiste que Irã manterá programa nuclear

Presidente iraniano afirma que Argel e Teerã trabalham pela paz no mundo e pela manutenção do Islã

Efe,

07 de agosto de 2007 | 11h18

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou nesta terça-feira, 7, os Estados Unidos de "ter atiçado o terrorismo" com sua invasão ao Iraque, e insistiu em que o Irã continuará seu programa nuclear, em declarações feitas em Argel.   Em entrevista coletiva que encerrou sua visita oficial à Argélia, o presidente iraniano reiterou que seu país continuará seu projeto para ter acesso à energia nuclear com fins pacíficos, "qualquer que possa ser a pressão a que alguns queiram nos submeter".   "Nos conformaremos ao direito internacional na produção desta fonte de energia com fins pacíficos, mas não discutiremos com aqueles países que não nos reconheçam este direito", disse.   Ahmadinejad se reuniu com os diretores dos veículos de comunicação argelinos, aos quais disse que considera sua visita à Argélia como um fator satisfatório, "porque nos permite reforçar nossas relações bilaterais".   "A ambição de nossos dois países é estar na vanguarda da luta contra a hegemonia colonial e reforçar as relações tanto políticas como econômicas", ressaltou.   O presidente iraniano afirmou que Argel e Teerã "também contribuem para a instauração da paz no mundo e em defender e propagar o Islã".   "Não podemos esquecer os laços históricos que nos unem e os mesmos valores culturais que defendemos para nos opor à injustiça onde estiver", disse.   Sobre o terrorismo, ao qual qualificou como um "fenômeno negativo", Ahmadinejad estimou que suas causas se explicam pelo fato de que "certos Estados e outros grupos se afastaram dos valores humanos e espirituais".   "Quando se constata que certos países e grupos terroristas se afastam da crença em Deus e atentam contra a dignidade humana dos povos, não se deve estranhar que hajam agressões violentas contra a humanidade", acrescentou.   No mesmo contexto, Ahmadinejad disse que "certas potências mundiais querem impor sua vontade e hegemonia no mundo para obter seus recursos e proteger seus interesses, e isso contribui para exacerbar o terrorismo".   "As origens do terrorismo se encontram também em alguns países que pretendem estar lutando contra este fenômeno, quando, na realidade, fazem isso por causa de seus interesses", disse Ahmadinejad, no que parece uma referência implícita aos Estados Unidos.

Tudo o que sabemos sobre:
AhmadinejadIrãArgélia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.