Ahmadinejad nega que o Irã lidere guerra contra os EUA

Presidente iraniano está nos Estados Unidos, onde participa de encontro em Columbia e discursa na ONU

Associated Press,

24 de setembro de 2007 | 08h18

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, rechaçou a idéia de que Teerã estaria liderando uma guerra contra os Estados Unidos ou produzindo uma bomba nuclear. A declaração será exibida em rede nacional americana nesta segunda-feira, 24, no programa 60 Minutes, gravado no Irã na última quinta-feira. A afirmação foi exibida na véspera da visita do líder do Irã participar de uma de uma sessão de perguntas e respostas com professores e alunos na Universidade de Columbia e cumprir a agenda de compromissos em Nova York um dia antes de discursar diante da Assembléia Geral da ONU. O convite de Columbia provocou inúmeras críticas de políticos, grupos religiosos e outras organizações.  Porém, a universidade não recuou e manteve o pedido ao presidente iraniano. Segundo Lee Bollinger, presidente da instituição, Ahmadinejad será questionado sobre direitos humanos, o Holocausto e o polêmico programa nuclear iraniano. As tensões entre Washington e Teerã cresceram após as acusações americanas de que o Irã estaria desenvolvendo armas nucleares, assim como provendo o abastecimento de milícias xiitas contra os EUA no Iraque, acusações que o país nega. Antes de deixar o Irã, Ahmadinejad disse a sua visita aos EUA dará ao povo americano a chance de conhecer um outro lado das acusações, já que ele não recebe "as informações corretas", segundo a agência oficial IRNA. Ahmadinejad tem apelado ao povo americano, fazendo distinções entre a população e o seu governo. Recentemente, o presidente iraniano declarou a um programa de televisão que o Irã quer manter relações de paz e amizade com os EUA. Desde que chegou ao poder, em 2005, Ahmadinejad também emitiu comunicados aos americanos criticando as medida do presidente americano, George W. Bush, ao Oriente Médio. Essa é a terceira vez que Ahmadinejad discursa diante da Assembléia Geral da ONU em Nova York. Sua visita ao ground zero, onde ficavam as Torres Gêmeas, foi negada por oficiais da cidade e condenada por políticos, que justificaram que a presença do líder iraniano no local violaria um solo sagrado. A polícia justificou a recusa alegando obras no local e preocupações com a segurança do presidente iraniano. No ano passado, Columbia derrubou um discurso planejado de Ahmadinejad por causa de questões logísticas e de segurança depois de um grupo extremista judeu ter manifestado revolta com o convite. No passado, Ahmadinejad qualificou o Holocausto como "um mito" e defendeu que Israel fosse "varrido do mapa do Oriente Médio".  

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